Saúde

Bayer: Alemanha quer acabar com uso do glifosato

EPA/STEPHANIE LECOCQ
EPA/STEPHANIE LECOCQ

A Bayer afundou 14,4% em bolsa. A sua empresa Monsanto foi condenada nos EUA por não ter alertado para os riscos de cancro do Roundup.

A Alemanha vai acabar com o uso de herbicidas baseados em glifosato durante a atual legislatura, que acaba dentro de três anos, disse a porta-voz do Ministério do Ambiente alemão, citada pela Reuters.

O químico está de novo nos centros das atenções depois da Monsanto, da alemão Bayer, ter sido condenada nos Estados Unidos a pagar uma indemnização milionária por não ter alertado que o seu herbicida Roundup – que tem glifosato – pode causar cancro.

As ações da Bayer afundaram 14,4% esta segunda-feira depois de um júri na Califórnia ter ordenado a Monsanto a pagar uma indemnização de 289 milhões de dólares (252,3 milhões de euros). A Monsanto enfrenta mais de 5.000 processos similares na justiça norte-americana e já anunciou que vai recorrer do veredicto.

A Mosanto foi comprada pela Bayer este ano por 63 mil milhões de dólares (55 milhões de euros).

As ações da Bayer seguiam a cair 12,9% para 81,31 euros, às 13H00, depois de terem descido ao mínimo de quatro anos, segundo dados da Reuters.

O glifosato tem sido usado na agricultura há mais de 40 anos mas a segurança do seu uso foi posta em causa por uma agência da Organização Mundial da Saúde em 2015. A agência concluiu que o glifosato provavelmente causa cancro.

Foi graças ao voto da Alemanha que, em novembro de 2017, o químico teve ‘luz verde’ de Bruxelas para continuar a ser usado na União Europeia (UE) por um período de cinco anos, depois de um debate aceso sobre se o glifosato provoca cancro. A licença do Roundup na UE terminava em dezembro de 2017.

 

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