ALEP: Faturação do alojamento local teve quebra de mais de 70% em 2020

Os dados da associação que representa o alojamento local indicam que a ocupação turística do alojamento local foi cerca de 23% em 2020. Em 2019, mais de um terço das dormidas nacionais foram em AL, "aproximando-se dos 40%".

Foi um ano muito negativo para o turismo e no caso de Portugal os números começam a permitir pintar o retrato completo. No caso do alojamento local (AL), e de acordo com dados da associação que representa o setor, a ALEP, a ocupação turística ficou em cerca de 23% no ano passado. Por conseguinte, a faturação também afundou, tendo uma quebra superior a 70%, sendo que nos centros urbanos a queda é mais acentuada, ultrapassando os 80%.

"As estatísticas oficiais que têm saído ainda apontam que o AL representa 14% dormidas, mas este é um AL com 10 ou mais camas. As estatísticas oficiais só abrangem esse segmento. O que significa que 80% do AL fica de fora. Na análise que fizemos, através do nosso projecto Local Data, o AL já tinha ultrapassado um terço, começando a chegar a 40% das dormidas em Portugal", diz ao Dinheiro Vivo Eduardo Miranda, presidente da ALEP.

Grande parte do alojamento turístico - 71% - encontra-se fora dos grandes centros urbanos, em zonas tipicamente de férias, diz a associação. Sendo que, em Lisboa o saldo entre novos registos e cancelamentos denota uma queda na oferta, enquanto no Porto registou-se em 2020 uma estagnação.

No ano da pandemia, suportado sobretudo pelo turismo interno, os espaços nacionais mais isolados foram a opção para muitos. A ALEP indica que os distritos que cresceram na oferta do AL foram todos do interior: com destaque para Bragança, Guarda e Portalegre.

A associação assume que cerca de 55 mil famílias ou microempresas dependem do alojamento local e que cerca de dois terços dos operadores de AL são empresários em nome individual com uma ou duas unidades. A ALEP indica que uma parte significativa do AL ficou assim "fora da maioria dos apoios criados" para ajudar as empresas a lidar com os efeitos da pandemia. Dizem mesmo que o apoio Extraordinário aos Trabalhadores Independentes, não está vocacionado para os empresários em nome individual. Por isso, pedem um reforço da linha de apoio do Turismo de Portugal e uma ampliação dos apoios a fundo perdido para quem teve grandes quebras.

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