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“Alfaiate das cadeiras ” a Fenabel aposta agora nas américas

Mário Leite, CEO da Fenabel. Fotografia: D.R.
Mário Leite, CEO da Fenabel. Fotografia: D.R.

Fenabel celebra 25 anos consolidando a aposta no mercado dos EUA, Canadá e México

A empresa Fenabel, criada há 25 anos, na Rebordosa, volta agora a sua aposta para os mercados dos EUA, Canadá e México, mantendo o mesmo foco nos principais mercados, os países da Europa, “mas que hoje já são mercados maduros, com uma faturação difícil de aumentar”, explica Mário Leite, CEO da empresa.

O volume das exportações representam uma quota de 70% no seu volume de faturação, a empresa portuguesa gerou um volume de negócios de cerca 8,4 milhões de euros, em 2016. Os resultados explicam-se pela grande aposta nas feiras internacionais, nomeadamente na feira ISaloni Milão, onde “foram feitos os primeiros contactos para o Canadá, e ainda a feira em Las Vegas, que abriu muitas portas nos EUA”, adiantou o CEO da Fenabel.

A empresa decidiu optar por ter vendedores nos EUA e México, “que fazem a ligação entre a empresa e clientes, muitas vezes arquitetos, realizando projetos para hotéis, restaurantes e blocos de apartamentos. No Canadá trabalhamos com um distribuidor, até porque as encomendas são muito grandes”, referiu Mário Leite.

A empresa exporta para mais de 36 países com destaque para a França, Itália, Inglaterra, EUA, Holanda e Canadá. A fábrica de cadeiras tem capacidade para produzir 12 mil unidades por mês. Assume-se, no setor do mobiliário como “alfaiate de cadeiras”, acumulando “saber fazer, experiência e profissionalismo”. Apostando igualmente num serviço “taylor made” e “customer made” com soluções adaptados às necessidades de cada cliente.

Mário Leite salienta que a diferença do produto fabricado na Fenabel e que atrai cada vez mais estrangeiros, “é a cadeira em si mesma, pela sua qualidade, detalhe da construção e acabamento, bem como a relação com o cliente, que é um parceiro, que sabe da nossa capacidade para desenvolver qualquer projeto, incorporando qualquer material além da madeira e estofo”.

25 anos

O“alfaiate das cadeiras”, a Fenabel celebra 25 anos no próximo dia 5 de agosto e para a assinalar a data irá realizar uma cerimónia na sede da empresa, em Rebordosa, on de vai homenagear os funcionários mais antigos e o cliente mais antigo e entregar os prémios aos designers vencedores do “Fenabel Design Challenge”, concurso lançado em parceria com a Lisbon School of Design, cujo objetivo consistiu no desenho e produção de uma cadeira que simbolizasse os 25 anos da Fenabel.

Será ainda atribuído um donativo no valor de 5 mil euros (dividido em camas articuladas, cadeiras de rodas e em contributo monetário) para a instituição Conferência S. Vicente de Paulo no âmbito da responsabilidade social da empresa.

Para o futuro, Mário Leite, adiantou que a Fenabel irá realizar investimentos em novos equipamentos que permitam rentabilizar a capacidade de produção. “Está previsto o investimento na compra de novos equipamentos, nomeadamente CNC’s e máquinas que permitam a redução do consumo energético”.

O quarto dse século será assinalado ainda com o rebranding da marca 100% portuguesa de mobiliário que apresenta o novo logotipo e nova imagem que esteve a cargo da dupla de criadores italianos Davide Carlesi e Gian Luca Tonelli, da Area 44 Studio. A agência é parceira da Fenabel no design e desenvolvimento de novos produtos.

Segundo o CEO da Fenabel, “o processo de rebranding surge da necessidade de potenciar a identidade da marca num portfólio mais alargado de cadeiras, que coincide também com o novo catálogo que será lançado em breve. A nova imagem da Fenabel pretende assim incorporar as novas parcerias com designers portugueses e estrangeiros, uma aposta que temos estado a fazer e que será para continuar no futuro”, destaca Mário Leite.

A empresa consolida ainda a sustentabilidade a nível económico e ambiental, tendo obtido a certificação pela FSC na cadeia de responsabilidade, adquirindo unicamente madeira a fornecedores com certificação FSC e PEFC. As matérias-primas são também cuidadosamente selecionadas a partir de origens europeias, nomeadamente da Alemanha e da França. A unidade fabril está equipada com a mais alta tecnologia, por exemplo, os robôs de pintura, aliando assim a tradição da “mão-de-obra humana” à inovação tecnológica.

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