Alibaba estreia-se na bolsa de Hong Kong a subir 8%

A oferta de 500 milhões de novas ações arrecadou mais de 10 mil milhões de euros, e foi a maior entrada na bolsa de Hong Kong desde 2010.

As ações do gigante chinês do comércio eletrónico Alibaba subiram mais de 8%, na estreia na Bolsa de Valores de Hong Kong, cidade que atravessa uma das suas piores crises políticas de sempre.

A meio da tarde de hoje na China, as ações do Alibaba estavam a ser negociadas a 190,45 dólares de Hong Kong (22,08 euros). O preço de oferta inicial fixou-se em 176 dólares de Hong Kong.

O grupo, fundado pelo homem mais rico da China, Jack Ma, entrou para a História em 2014, quando realizou a maior oferta pública inicial de ações de sempre em Wall Street, mas escolheu agora Hong Kong para arrecadar fundos e impulsionar o seu desenvolvimento global.

A oferta de 500 milhões de novas ações realizada hoje arrecadou mais de 11 mil milhões de dólares (10 mil milhões de euros) - a maior entrada na bolsa de Hong Kong desde 2010 e um impulso raro para a cidade após meses de crise política.

O diretor executivo da Bolsa de Valores de Hong Kong, Charles Li, elogiou a empresa pela decisão em optar por Hong Kong. "Estou muito agradecido por o Alibaba, depois de cinco anos longe, finalmente ter voltado a casa. Também estou grato pela escolha ter sido feita apesar das dificuldades e desafios que Hong Kong enfrenta", apontou, em comunicado.

O código de ações da empresa é 9988, um homónimo em chinês para "prosperidade eterna".

Os líderes chineses procuram incentivar os gigantes tecnológicos a serem cotados mais perto de Pequim, após o Alibaba ou o gigante da internet Baidu terem escolhido Wall Street. A Bolsa de Hong Kong mudou as suas regras nos últimos anos para permitir que uma empresa seja cotada em dois lugares diferentes.

Fundado em 1999, o grupo Alibaba aproveitou ao máximo o 'boom' do comércio eletrónico na China: as suas várias plataformas de comércio online contam hoje com 785 milhões de utilizadores mensais no país asiático.

Nos próximos cinco anos, o grupo pretende alcançar mil milhões de consumidores na China - o país mais populoso do mundo, com cerca 1.400 milhões de habitantes. Até 2036, a meta do grupo é chegar aos dois mil milhões de consumidores em todo o mundo.

Este mês, o grupo registou um novo valor recorde de vendas no maior festival de compras do mundo, o "Dia dos Solteiros", celebrado na China a 11 de novembro pelos quatro 'um' que combinam nesta data (11/11), que afigura assim a condição de solteiro.

No total, as plataformas do grupo faturaram 35 mil milhões de dólares no espaço de 24 horas, um aumento de 26%, em relação ao ano passado.

"À medida que o mundo se converte numa economia digital (...), a globalização é o futuro do grupo Alibaba", disse o presidente executivo do grupo, Daniel Zhang, na sua carta aos investidores.

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