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Alteração do subsídio de mobilidade para a Madeira cria “relação pérfida”

António Trindade, presidente do grupo  PortoBay  Hotels & Resorts.
António Trindade, presidente do grupo PortoBay Hotels & Resorts.

António Trindade apelou a um entendimento entre o executivo da Madeira e o Governo.

O presidente do grupo hoteleiro PortoBay, António Trindade, fez esta sexta-feira um apelo para que exista consenso entre o executivo madeirense e o Governo em torno do subsídio social de mobilidade, que abrange os residentes da região autónoma.

António Trindade, que falava num painel do XII Congresso Anual do Turismo, na Madeira, disse que “o Governo Regional e a República têm de entender-se”, acrescentando que “é preciso encontrar uma forma expedita” para resolver os pagamentos de reembolso. O novo modelo em vigor “está a criar uma relação pérfida”, continuou.

Numa farpa ao discurso do presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, sublinhou que “este tipo de intervenções só cria problemas”.

O hoteleiro madeirense referiu ainda que a companhia aérea TAP serve residentes e turistas. “A TAP é a maior transportadora de turistas para a Madeira. 30% dos passageiros da companhia são estrangeiros. Isto é o dobro da segunda operadora”, argumentou, rematando: “Nós precisamos da TAP como pão para a boca”.

Também presente, Eduardo Jesus, antigo presidente da Ordem dos Economistas da Madeira, sorriu, mas atirou veementemente: “A situação não evolui porque o Governo não quer”.

*A jornalista viajou a convite da Ordem dos Economistas da Madeira.

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