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Altice. Aumento dos salários terá impacto de 2,5 milhões por ano

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Os salários vão aumentar 1% para 10 mil trabalhadores.

A Altice Portugal estimou esta quarta-feira um impacto de 2,5 milhões de euros anuais com aumentos salariais em média de 1% para 10 mil trabalhadores, medida que foi acordada com 14 sindicatos no âmbito do acordo coletivo de trabalho.

“Será um impacto de 2,5 milhões de euros anuais naquilo que é a massa laboral e salarial da Altice Portugal e é um aumento salarial que está proporcional ao que são os critérios de justiça social, ou seja, um incremento salarial que começa nos 4% para os escalões mais baixos, para aqueles colaboradores têm um salário mais baixo, e que em média é de 1% para a maioria dos colaboradores da Altice Portugal”, disse aos jornalistas o presidente executivo da empresa, Alexandre Fonseca.

Falando à margem da cerimónia de assinatura do acordo coletivo de trabalho com 14 sindicatos, após um período negocial de dois meses e que há muito era pedido, o responsável notou que o documento tem um “caráter inédito e histórico”, ao contar com todas as estruturas representativas dos trabalhadores da Altice Portugal.

Entre colaboradores diretos e indiretos, a empresa conta com cerca de 20 mil, metade dos quais fazem parte do quadro e serão abrangidos pelo acordo coletivo de trabalho.

Em causa estão, desde logo, aumentos salariais, já que, por exemplo, os trabalhadores com vencimentos até 800 euros vão ganhar mais 25 euros por mês, valor que é de 20 euros para quem ganha entre 800 e 1.000 euros, de 15 euros para quem recebe 1.000 a 1.500 e de 10 euros para quem ganha até 3.000 euros.

Contudo, “é um acordo que vai sempre além da componente de aumentos salariais porque há um conjunto de outras medidas”, realçou Alexandre Fonseca.

“Adicionámos um dia de férias para todos os trabalhadores, indexado à sua assiduidade, garantimos e reforçámos as medidas de apoio à parentalidade, àquilo que é a vida pessoal e profissional dos trabalhadores, revimos os processos de comunicações, garantimos melhorias no processo de acesso à reforma”, enumerou o responsável.

Ainda assim, admitiu que “estes acordos nunca são fáceis”, e que este implicou cedências das partes, mas permitiu dar “um passo” no objetivo de conseguir estabilidade laboral e a paz social na empresa.

“Acho que hoje vivemos um clima muito mais saudável. É natural que haja pontos de discordância, mas mais do que isso, temos de destacar a forma responsável como foi possível chegar a entendimentos como este”, reforçou.

Posição semelhante manifestou Jorge Félix, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Grupo Portugal Telecom (STPT), que considerou este como “um momento importante do ponto de vista social”, já que, “pela primeira vez, todos os sindicatos subscrevem este acordo.

“Havia necessidade de um entendimento mais próximo entre a administração, os sindicatos e os trabalhadores. Lamentavelmente, nos últimos tempos houve uma situação conturbada, há problemas que ainda não estão resolvidos, há feridas que têm de ser resolvidas, mas este acordo é um sinal importante para dentro e também para fora de que a Altice tem capacidade de entendimento”, acrescentou.

Além disso, o representante destacou que a Altice Portugal é “a única empresa de telecomunicações onde o sindicalismo, felizmente, ainda existe e onde é possível negociar acordos coletivos de trabalho”.

Além do STPT, o acordo foi assinado com os sindicatos Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual (SINTAVV), dos Quadros das Comunicações (Sinquadros), dos Trabalhadores das Telecomunicações e Comunicação Audiovisual (STT), das Comunicações de Portugal (SICOMP), dos Trabalhadores e Técnicos de Serviços (Sitese), Democrático dos Trabalhadores das Comunicações e dos Media (SINDETELCO) e Nacional dos Trabalhadores de Correios e Telecomunicações (SNTCT).

Subscreveram também o acordo os sindicatos Nacional dos Quadros das Telecomunicações (Tensiq), dos Economistas, Português dos Engenheiros Graduados na União Europeia (SPEUE), Independente da Indústria de Comunicações (SITIC), Sindicato Nacional dos Transportes, Comunicações e Obras Públicas (FENTCOP) e a Federação dos Engenheiros (que tem dois sindicatos).

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