Telecomunicações

Altice cortou 120 milhões em custos desde junho na PT. E quer cortar mais

Altice assumiu liderança da PT a 2 de junho

Em seis meses a dona do Meo reduziu em 29 milhões os custos com pessoal. Foi o segundo maior corte em volume depois das redes.

O grupo Altice já cortou 120 milhões de euros em custos operacionais na PT desde que assumiu em junho a gestão da dona do Meo, revelou hoje o grupo francês. E quer cortar mais, admitiu Michel Combes, COO da Altice, na conference call com analistas.

Nas contas anuais, hoje apresentadas, o grupo francês de Patrick Drahi admitiu ter como objetivo poupanças de 200 milhões de euros, dos quais 100 milhões eram esperados nos primeiros 12 a 18 meses da compra da PT Portugal.

200 milhões é um objetivo a “médio prazo”, admitiu Michel Combes, COO do grupo Altice, durante a conferência telefónica com os analistas, mas sem revelar quando o grupo francês pretendia atingir essa meta. “Há potencial para crescermos para além dos 200 milhões [a nível de corte de custos]”, disse ainda, sem mais detalhes.

Desde que assumiu funções em junho, a Altice iniciou um processo de negociações com os fornecedores, bem como de reorganização da companhia, com redução de direções. Foram ainda feitos cortes a nível de custos com pessoal, com diminuição das ajudas de custo.

Na apresentação aos analistas, a Altice detalhou o nível de poupanças obtido em seis meses de gestão. No último semestre, o grupo de Patrick Drahi cortou 120 milhões os custos, com a maior poupança – 42 milhões – a ser obtida ao nível de operação de redes e manutenção; cortou 29 milhões em custos de pessoal, o segundo maior corte, seguido de 25 milhões em vendas e marketing; a empresa obteve ainda 13 milhões de poupanças na área de costumer service e 11 milhões em despesas gerais e administrativas.

O resultado deste forte corte de custos, a companhia viu o EBITDA (lucros antes de impostos, juros e amortizações) melhorar no período, de 934,3 milhões, para 967,3 milhões de euros, com a margem a melhorar 4,4 pontos percentuais, para 41,3%. Apesar de uma quebra de 7,3% nas receitas.

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