Telecomunicações

Altice Labs. Tecnologia made in Portugal já chega a 60 países

Alexandre Fonseca 
(Filipe Amorim / Global Imagens)
Alexandre Fonseca (Filipe Amorim / Global Imagens)

A Altice Labs já agrega cerca de 700 colaboradores. Depois do verão já deverá ter um quinto pólo a funcionar em Oeiras, no Tagus Park.

“Temos vindo a expandir a presença da Altice Labs (no mundo). Já estamos, fruto dos contratos que fechamos em 2019, em 60 países”, revela Alexandre Fonseca, CEO da Altice, num encontro com jornalistas à margem do quarto aniversário do centro de inovação do grupo Altice, em Aveiro.

“Nas Ilhas Fidji já há resorts turísticos que usam tecnologia desenvolvida pela Altice Labs”, exemplificou o responsável. É apenas um dos 20 novos países que no ano passado passaram a receber tecnologia, sobretudo na área da fibra, criada no centro de inovação do grupo, entre os quais Mali ou Chile.

“A Altice Labs é uma empresa que exporta mais de 50% do que produz”, diz o responsável, não adiantando valores, já que em breve está prevista a apresentação de resultados anuais do grupo de telecomunicações.

“A aposta na inovação foi e continuará a ser uma aposta da Altice Portugal”, frisou Alexandre Fonseca, lembrando que a companhia investe anualmente cerca de 86 milhões de euros em inovação e injeta cerca de 500 mil euros/por ano em projetos de investigação junto das universidades. “Vamos continuar a investir na inovação em Portugal e made in Portugal”, reforça o gestor.

Neste momento, já há cerca de 700 colaboradores alocados ao Altice Labs. Há quatro anos eram 600. “A escassez de recursos humanos qualificados em Portugal é um problema”, admite Alexandre Fonseca.

O centro de inovação de Aveiro passou a ser o centro de inovação mundial da Altice, desde que o grupo de Patrick Drahi assumiu a liderança da antiga PT Portugal. Mas com a Altice o centro de inovação começou igualmente a “crescer no território”, através do surgimento de polos da Altice Labs pelo país.

Oeiras é o local onde irá nascer o próximo Altice Labs. A intenção de instalar um polo de inovação no concelho de Oeiras já era conhecida desde setembro do ano passado, mas só esta quinta-feira foi assinado o protocolo com a Câmara Municipal de Oeiras para a sua instalação no Tagus Park, no Oeiras Valley. Local onde a operadora já tem cerca de 700 colaboradores, da área de infraestruturas, a trabalhar.

Em setembro, admite Alcino Lavrador, diretor-geral do Altice Labs, o polo já deverá estar a funcionar trabalhando temas que poderão passar pela mobilidade urbana, elevando para cinco, depois de Viseu, Terceira, Madeira e Olhão.

Pranchas para medir radiações UBV

É da Altice Labs que vai sair a tecnologia que a operadora conta avançar no mercado em maio/junho que permite estender dentro de casa a cobertura wi-fi, o “primeiro passo” para depois, através de uma única aplicação integrar vários dispositivos dentro de casa e interligações ações que estão relacionadas entre si. Por exemplo, a ação ver um filme, leva a que, automaticamente, seja reduzida a iluminação, desligar música e seja feita a proposta de uma lista de filmes.

Outro dos projetos passa pela colocação nas praias de sensores que façam a mediação de radiações UBV, responsáveis por doenças como cancro de pele. Neste momento, a medição de radiações é feita por satélite, o objetivo é ter uma malha mais fina e precisa.

“O projeto Solar Keeper que idealizamos (em parceria com a Bright Floats) passa por colocar estes sensores (em formato de prancha de surf) nas praias do país permitindo a mediação da radiação UBV no terreno”, explica Alcino Lavrador. Para isso, a companhia já está “a trabalhar ativamente” com o Ministério do Ambiente, com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e com o IPMA para averiguar do interesse neste projeto que pode ter aplicações na área de saúde pública. Só em 2018 o cancro de pele fez 250 vítimas mortais, tendo, em quatro anos, esta doença implicado custos de 140 milhões de euros.

Os sensores, além da medição, incluem informação sobre precauções a tomar em função da incidência UBV, mas também informação sobre a qualidade da água e da areia. Mas mais tarde o projeto passa por cobrir o território, com este sensores que poderão ter outras aplicações, como alertas para incêndios.

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