Coronavírus

Altice. “Não me parece viável que haja serviços 5G em Portugal em 2020”

D.R.
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Alexandre Fonseca, CEO da Altice, apoia decisão de suspensão da consulta ao 5G mas crítica a Anacom pelo atraso no processo de lançamento da rede 5G.

“Não me parece viável que haja serviços de 5G em Portugal em 2020″, admite Alexandre Fonseca. O CEO da Altice Portugal. Apesar de considerar boa a decisão de adiar a consulta para o 5G o gestor tece críticas ao regulador:”Só estamos nesta situação, só tomámos estas decisões, porque efetivamente Portugal foi dos últimos países europeus a efetivamente a encetar esforços no que toca ao lançamento do 5G.”

A consulta pública tinha sido lançada no início do ano, com o leilão das faixas de frequência previsto para abril, com o arranque do 5G previsto para junho, cumprindo-se o calendário de Bruxelas. Mas o surto de Covid-19 levou em primeiro ligar à suspensão da migração dos emissores de TDT – necessário para libertar as faixas dos 700 MHz para o 5G – e depois da consulta.

“Foi uma boa decisão adiar o processo de consulta”, diz o gestor, durante a video conferência com os jornalistas após a apresentação das contas de 2019.

“Quando estamos perante cenários de incerteza como é o que estamos a atravessar, obviamente que estes não são os melhores momentos para fazer investimentos significativos ou disrupções das quais não sabemos o que vai acontecer. A decisão que foi tomada por indicação do Governo e depois transmitida pelo regulador de adiar processo 5G neste momento faz todo o sentido, não só porque as nossas prioridades têm de estar alinhadas: manter a segurança dos nossos colaboradores e o funcionamento irrepreensível das nossas redes. Não podemos estar distraídos com outros processos paralelos e porque não sabemos a duração e a profundidade desta crise, é de “bom tom” ter aqui um compasso de espera que não tem necessariamente de ser longo”, defende.

Mas volta a fazer críticas à Anacom, regulador do sector a quem têm acusado de ter atrasado o processo de 5G.

“Não posso deixar de referenciar que nós só estamos nesta situação, só tomámos estas decisões, porque efetivamente Portugal foi dos últimos países europeus a efetivamente a encetar esforços no que toca ao lançamento do 5G”, critica. “Se este processo estivesse, como em muitos outros países europeus aconteceu, já devidamente lançado, provavelmente as redes de 5G, em algumas circunstâncias particulares, até poderiam ser benéficas e importantes para o esforço coletivo que todos estamos a fazer”, diz.

“Agora é inequívoco que dadas as circunstâncias específicas de Portugal de não termos sido capazes de lançar o 5G antes, neste momento claro que as medidas que foram tomadas são medidas que nós apoiamos e que achamos que são medidas inteligentes.”

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