Altice. "Não temos Huawei no core" da rede 5G

Huawei é parceira tecnológica da Altice. Bruxelas recomendou que os países devem aplicar restrições a fornecedores considerados de risco elevado.

A Huawei é parceira tecnológica da Altice mas a dona do Meo garante que não há tecnologia da empresa chinesa no core da operação do 5G. "Não temo Huawei no core", assegura Alexandre Fonseca, CEO da Altice Portugal, num encontro com jornalistas à margem do 4º aniversário do Altice Labs, em Aveiro.

A empresa chinesa tem estado debaixo de fogo depois da administração Trump ter levantando suspeitas que de o uso de tecnologia da empresa nas redes 5G poderia representar um risco de segurança nacional.

Bruxelas também se debruçou sobre os riscos de segurança das redes e emitiu em janeiro um conjunto de recomendações aos países membros, nomeadamente, que devem “avaliar os perfis de risco dos fornecedores” e “aplicar restrições relevantes a fornecedores que sejam considerados de risco elevado, incluindo as exclusões necessárias para pontos-chave considerados como críticos e sensíveis”.

A Comissão Europeia aconselha ainda que os países europeus tenham estratégias que garantam a diversificação de vendedores de infraestrutura de rede.

Em fevereiro, depois de ser conhecida a estratégia nacional para o 5G, a Anacom garantia que naquele momento ainda nenhum fornecedor tinha colocado numa lista negra e excluído de trabalhar com os operadores na implementação do 5G (Huawei incluída).

“Não está excluído ninguém”, garantiu Manuel Barros, diretor de segurança nas comunicações da Anacom. “Em Portugal estamos alinhados (em termos de segurança de rede) com o que na Europa está a ser feito”, disse ainda.

João Cadete Matos, o presidente da Anacom, referiu ainda “é demasiado prematuro” avaliar o impacto que as restrições de segurança que venham a ser impostas a fornecedores, entre os quais a Huawei – parceira tecnológica de dois operadores nacionais (Altice Portugal e NOS) -, possa ter na implementação da quinta geração móveis de comunicações em Portugal.

O governo anunciou a criação de um grupo de trabalho para estudar este tema, no qual vai participar a Anacom. Até 30 de junho cada país membro deverá aplicar as medidas previstas.

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