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Altri dispensa incentivos para investimento em Vila Velha de Ródão

Imagem da unidade Celbi, do grupo Altri, na Figueira da Foz. (Fernando Fontes / Global Imagens)
Imagem da unidade Celbi, do grupo Altri, na Figueira da Foz. (Fernando Fontes / Global Imagens)

Investimento de 85 milhões de euros da Celtejo avança sem apoios europeus de 21 milhões de euros ao abrigo de contrato assinado com a AICEP.

O investimento de 85 milhões de euros do grupo Altri na Celtejo, em Vila Velha de Ródão, não vai contar com incentivos de fundos europeus. O grupo liderado por Paulo Fernandes solicitou a desistência destes incentivos para a fábrica de produção de pasta de papel ao Governo por questões burocráticas; o pedido foi aceite no final de outubro de 2018 e vai levar à revogação do contrato de mútuo acordo anunciado em dezembro de 2016 com a agência de investimento AICEP.

“A Celtejo formalizou um pedido de desistência dos incentivos financeiros em causa, fundamentado em razões que não lhe são imputáveis, nomeadamente, na especial complexidade e morosidade no processo de aprovação dos mesmos pela Comissão Europeia que condiciona o respetivo pagamento”, refere a empresa de celulose de acordo com um despacho publicado esta quarta-feira em Diário da República.

Mesmo sem incentivos, o grupo liderado por Paulo Fernandes “confirmou o seu compromisso de executar integralmente o projeto nos termos acordados, pretendendo, por essa razão, que o pedido apresentado não consubstanciasse a resolução do contrato de investimento por um incumprimento dos objetivos e obrigações contratuais”.

A resolução deste contrato, no entanto, “não importa a devolução de quaisquer quantias por parte da Celtejo – Empresa de Celulose do Tejo, S. A., uma vez que o pagamento dos incentivos financeiros atribuídos ao Projeto de Investimento não chegou a ser efetuado”. A empresa de celulose iria receber um incentivo de fundos europeus de 21 milhões de euros.

A Altri vai investir 85 milhões de euros na unidade da Celtejo para tornar os processos de produção de pasta mais eficientes e aumentar a capacidade instalada. “A introdução destas inovações ao nível do processo de produção contribuirá para aumentar a capacidade produtiva da CELTEJO, que passa de 218 mil toneladas/ano de pasta de papel em 2014 para 267 mil toneladas/ano em 2020, o ano pós-projeto”, segundo o despacho publicado em dezembro de 2016.

Este investimento da Altri prevê a criação, “até 2020, de 11 postos de trabalho permanentes altamente qualificados e a manutenção de um número total de 197 postos de trabalho permanentes da empresa”. Indiretamente, deverão ser criados 400 postos de trabalho.

O grupo liderado por Paulo Fernandes também está a executar um investimento de 40 milhões de euros na unidade Celbi, na Figueira da Foz.

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