AHRESP diz que "esmagadora maioria" dos apoios ao turismo acabram e pede mais ao Governo

A AHRESP alerta que o início da recuperação do turismo e restauração acontece em época baixa e com a maioria dos apoios já terminados, pedem "que o Governo continue a apoiar" estas empresas "para que possam aguentar os meses que se avizinham e estar disponíveis para dar resposta à retoma da atividade turística".

Ana Laranjeiro
Ana Jacinto é secretária-geral da AHRESP. © Foto: Paulo Spranger/Global Imagens

A AHRESP apela ao Governo para que dê mais apoio às empresas do setor do alojamento, restauração e similares. A associação diz que a "esmagadora maioria" dos apoios já chegaram ao fim e que, apesar dos sinais de recuperação, estamos no início da época baixa, pelo que as empresas precisam de apoio para "responder" à retoma do turismo que deverá ter lugar a partir da próxima primavera/verão.

"Apesar da disponibilização de apoios financeiros destinados às empresas turísticas durante a crise originada pela situação pandémica, foram muitas as dificuldades que condicionaram o acesso, a candidatura e o pagamento dos fundos. Recentemente, o programa ADAPTAR Turismo, um mecanismo de apoio ao investimento aguardado há mais de um ano pelos empresários, esgotou a dotação orçamental em menos de 48 horas, deixando imensas empresas sem possibilidade de apresentar a sua candidatura", começa por salientar a associação liderada por Ana Jacinto em comunicado.

A AHRESP recorda, tal como já fez anteriormente, que quem teve o apoio da medida APOIAR Rendas esteve a braços com "atrasos de vários meses no recebimento da segunda tranche do apoio".

"O pagamento tardio dos apoios e a exigência de requisitos como capitais próprios positivos, quebras de faturação impossíveis de atingir em empresas recentes ou impossibilidade de cumular linhas de apoio limitaram de forma significativa o alcance das medidas e o impacto na atividade das empresas", diz.

Assim, e apesar dos sinais de retoma da atividade turística, a associação lembra que estamos no início da época baixa e que os apoios já terminaram e que é preciso mais para que as empresas possam sobreviver e acompanhar a retoma do turismo. "Nesta fase de início da recuperação da atividade, que coincide com a típica época baixa do setor, a esmagadora maioria das medidas de apoio já foi retirada. A AHRESP apela para que o Governo continue a apoiar as empresas do alojamento turístico, restauração e similares, para que possam aguentar os meses que se avizinham e estar disponíveis para dar resposta à retoma da atividade turística, que se espera poder acontecer entre o 2º e 3º trimestre de 2022", pode ler-se no comunicado.

O Orçamento do Estado para 2022 foi ontem chumbado na Assembleia da República. O Governo não apresentou a sua demissão e ontem o primeiro-ministro esteve já reunido com o Presidente da República. Marcelo Rebelo de Sousa já tem agendados encontros tanto com partidos como com parceiros sociais para os próximos dias e para o próximo dia 3 de novembro convocou o Conselho de Estado. Apesar de ainda não ter sido oficialmente dissolvida a Assembleia da República e convocadas eleições legislativas antecipadas, esse será o cenário mais provável tendo em conta as indicações já deixadas pelo Presidente.

Ao contrário do Orçamento do Estado para 2021, a proposta de Orçamento para o próximo ano (que foi chumbado) não continha medidas diretas de estímulo ao consumo nestes setores mais afetados pela pandemia, algo que mereceu a crítica da AHRESP. Uma das medidas mais pedidas pela associação era a descida do IVA na restauração de forma temporária.

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