Banca: "Os sindicatos não vão baixar os braços"

Representantes dos bancários foram, esta quinta-feira de manhã, ouvidos no parlamento e reiteraram a existência de um alegado clima de "terror" e de "assédio" que se vive em torno dos processos de despedimento em curso nos bancos Millennium bcp e Santander. Esta tarde são ouvidos os CEO de ambos os bancos.

Elisabete Tavares
Cerca de uma centena de trabalhadores manifestaram-se contra os despedimentos no Banco Santander Totta, numa concentração convocada pelo Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB), em frente à sede da instituíção bancária em Lisboa © TIAGO PETINGA/LUSA

Os representantes dos diversos sindicatos dos bancários reafirmaram esta quinta-feira, em audição no parlamento, que o setor vive dias de "terror" e de "assédio" sobre os trabalhadores que estão a ser alvo de processos de despedimento.

"Os sindicatos não vão baixar os braços", disse António Fonseca, presidente do Mais Sindicato, na audição na Comissão de Trabalho e Segurança Social, frisando que se vive uma "época negra dos bancários".

Em causa, estão sobretudo as saídas em curso no Millennium bcp e Santander mas também foram relatadas situações na Caixa Geral de Depósitos.

Os sindicatos voltaram a denunciar a suspeita de que existe concertação dos bancos na forma como estão alegadamente a pressionar os seus funcionários selecionados para deixarem as instituições.

O Sindicato dos Bancários do Centro disse estranhar que entre os vários bancos que estão a dispensar trabalhadores, os valores compensatórios oferecidos sejam iguais e que as cartas enviadas aos trabalhadores sejam "idênticas", entre outras situações.

Esta tarde serão ouvidos Miguel Maya, presidente executivo do Millennium bcp, e Pedro castro e Almeida, CEO do Santander em Portugal. O Santander está a avançar com um processo para dispensar 685 trabalhadores enquanto no BCP as saídas em curso superam as 800 e o banco admite recorrer ao despedimento coletivo.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG