Bolt segue com negócio quadruplicado desde início da pandemia e 350 vagas em aberto

Desde 2020, o número de utilizadores da plataforma triplicou para mais de 100 milhões, foram adicionados cerca de dois milhões de motoristas e a equipa mais que duplicou. Com o negócio avaliado em 7,6 mil milhões de euros, a Bolt quer continuar a crescer e contratar 700 novos colaboradores até ao final do ano.

Mariana Coelho Dias
O CEO da Bolt, Markus Villig © Eric PIERMONT / AFP

A Bolt anunciou esta quarta-feira que viu quadruplicar o negócio desde o início da pandemia, em 2020, tendo verificado em julho o melhor mês do ano corrente. No comunicado enviado às redações, a empresa diz ter aumentado em 200% o número de locais abrangidos pelos seus serviços, encontrando-se a servir atualmente mais de 500 cidades em 45 países nos continentes europeu e africano.

A nível global do negócio, a operadora triplicou, desde a referida data, o número de utilizadores para mais de 100 milhões e acrescentou mais de dois milhões de motoristas à plataforma. Neste crescimento, contabiliza-se ainda a abertura de novos escritórios ao longo do último ano, incluindo os hubs de engenharia em Berlim e Nairobi.

Quanto à equipa, a Bolt afirma ter mais que duplicado o número de colaboradores, que já ultrapassa os três mil. O objetivo é continuar a crescer e chegar aos 700 trabalhadores até ao final do ano, tendo a empresa, ao momento, 350 posições em aberto.

"A adesão do mercado nacional às nossas soluções tem sido espantosa: a título de exemplo, só no primeiro trimestre deste ano, quando comparado com o ano passado, registámos em Lisboa um aumento de 1000% no número de viagens com os nossos veículos de mobilidade suave", afirma David Silva, porta-voz da Bolt e responsável pela Bolt Food em Portugal, citado em comunicado.

Com a última ronda de investimento, a plataforma de mobilidade passou a estar avaliada em 7,6 mil milhões de euros. Contudo, ressalva o CEO e fundador da empresa, Markus Villig, "é importante manter os pés assentes na terra".

"Os níveis elevados de inflação e das taxas de juro exigem que sejamos disciplinados quando avaliamos como, e em que mercados investimos. Isto pode levar a uma priorização dos nossos esforços de crescimento nos mercados em que já operamos, ao invés de expandirmos a nossa oferta para novos países. A nossa cultura de frugalidade ajudou-nos a sair da pandemia numa posição forte, mas os desafios não irão parar e a equipa está focada em preparar-se para responder aos mesmos", conclui o responsável.

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