CEO do Santander em Portugal admite eventual despedimento coletivo mas nega acusações de assédio

Pedro Castro e Almeida está esta quinta-feira a ser ouvido no parlamento sobre o programa de despedimentos em curso que abrange a saída de 685 trabalhadores do banco.

Elisabete Tavares
Santander © D.R.

O presidente executivo do Santander em Portugal, Pedro Castro e Almeida, afirmou esta quinta-feira que está na mesa a possibilidade de o banco avançar com um despedimento coletivo, mas afastou que haja pressões e assédio junto de trabalhadores para deixarem o banco.

Os representantes dos trabalhadores acusam o banco de estar a exercer pressões sobre trabalhadores para saírem da instituição. Denunciaram ainda que o banco tem alegadamente estado a substituir trabalhadores pela contratação de serviços externos, além de haver alegadas situações de discriminação sobre trabalhadoras mulheres.

"Todas estas afirmações são falsas e sem fundamento", afirmou o CEO do Santander em Portugal esta tarde em audição na Comissão de Trabalho e Segurança Social.

Castro e Almeida reconheceu que o banco admite avançar com um despedimento coletivo caso não consiga garantir a saída de um número de trabalhadores através de acordo, indicando que esse número está agora na casa dos 600 trabalhadores.

O Santander anunciou no final de junho que iria avançar com um programa de reestruturação que envolve a saída de 685 trabalhadores.

O deputado bloquista José Moura Soeiro contestou as afirmações do CEO do Santander em Portugal. "Temos a informação de que há, pelo menos, 1900 trabalhadores em outsourcing", disse o deputado.

"O que está a acontecer é uma ameaça de despedimento, uma pressão inaudita sobre os trabalhadores", afirmou, elecando uma lista de alegados atos praticados pelo banco que configuram situações de assédio sobre os trabalhadores do banco.

O deputado indicou que o Bloco de Esquerda tem denúncias de, por exemplo, haver pressão sobre trabalhadores que tiveram ausências do trabalho por motivo de doença oncológica e também sobre trabalhadores de famílias monoparentais, além de alegada perseguição sobre colaboradores que representam os trabalhadores.

Atualizada às 16H06 com mais informação

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