Dono do Pingo Doce entrega 11 milhões aos trabalhadores. 23 mil recebem 500 euros em abril

84% dos mais de 33 mil trabalhadores da Jerónimo Martins em Portugal recebem este prémio.

Ana Marcela
Coimbra , 02/05/2012 - Reportagem nos diferentes Supermercados da Cadeia Pingo Doce em Coimbra após a Promoção do 1º de Maio organizada pelo Grupo Jerónimo Martins Pingo Doce do Arnado Fernando Fontes / Global Imagens

Mais de 20 mil trabalhadores do grupo Jerónimo Martins em Portugal vão receber mais 500 euros com o salário de abril. Ao todo o grupo dono do Pingo Doce e do Recheio vai atribuir em prémios, referente aos lucros do ano passado, 11 milhões de euros aos colaboradores no mercado nacional e um total de cerca de 50 milhões de euros, cerca de 16% do resultado líquido do grupo, a cerca de 80.100 colaboradores em Portugal, Polónia e Colômbia. O retalhista alimentar fechou o ano passado com lucros de 312 milhões de euros, uma queda de 19%.

Em Portugal 23 mil colaboradores das operações (lojas e centros de distribuição) - 84% dos trabalhadores elegíveis - irão receber cada 500 euros que serão pagos com o salário de abril. Em Portugal o grupo emprega mais de 33 mil colaboradores, um total de 118 mil nos três países onde está presente.

É o 15º ano consecutivo em que este prémio extraordinário é atribuído aos colaboradores das operações. Nos últimos cinco anos (2017 - 2021), o investimento acumulado ultrapassou os 45 milhões de euros em Portugal, e os 190 milhões no conjunto dos três países (Portugal, Polónia e Colômbia).

O valor recebido em abril "acumula com a remuneração variável mensal em vigor e com os vários programas e ações de apoio aos colaboradores nas dimensões da saúde, da educação e do bem-estar familiar."

O ano passado, o grupo atribuiu, além do prémio relativo aos lucros de 2019, um prémio extraordinário no Natal em reconhecimento pelo esforço feitos pelos colaboradores na linha da frente da pandemia. Em Portugal, os colaboradores receberam 6,6 milhões de euros, valor a que se juntou os 10 milhões recebidos relativamente aos lucros de 2019.

"O ano passado gastamos 189 milhões em prémios e este ano vai na mesma linha. Vamos continuar a premiar as pessoas que trabalham connosco, porque merecem e em função daquilo que têm sido capazes de fazer, de enfrentar, e a coragem com que têm estado na linha da frente, na relação com os consumidores", disse em março Pedro Soares dos Santos, CEO do grupo, na apresentação de resultados da Jerónimo Martins, quando questionado pelo Dinheiro Vivo. "Não há nada para alterar nessa nossa política em relação ao ano de 2021", disse ainda.

Com base nos resultados de 2020, o retalhista vai ainda distribuir 181 milhões de euros em dividendos pelos acionistas. O valor representa um pay out dos resultados líquidos consolidado de 312 milhões.

Apoios sociais

Só em Portugal, o retalhista alimentar investiu o ano passado "mais de 3,2 milhões de euros nestes programas de responsabilidade social que visam auxiliar os colaboradores."

"Na área da saúde, foram alocados 830 mil euros a iniciativas como os programas SOS Dentista e SOS Dentista Júnior, que apoiam o acesso dos colaboradores e dos seus filhos a prestadores de saúde oral, representando um investimento anual superior a 320 mil euros", informa a Jerónimo Martins.

Nesta área o grupo tem ainda o Programa Mais Vida - uma parceria com a Fundação Champalimaud e com a Cruz Vermelha Portuguesa - para apoiar colaboradores e familiares diretos com doença oncológica - e um protocolo com o Grupo Lusíadas para o acesso a consultas de especialidade a "preços mais competitivos."

Na educação, que absorveu mais de 540 mil euros, houve uma adaptação dos apoios às necessidades resultantes da pandemia. Em Portugal, o grupo investiu mais de 200 mil euros na aquisição de mais de 900 equipamentos (computadores e tablets) para que os filhos dos colaboradores pudessem assegurar a presença e participação nas aulas em regime online.

"Foi também desenvolvida a iniciativa Espaço de Estudo online com o objetivo de apoiar no estudo os filhos dos colaboradores, através da disponibilização de explicações nas disciplinas nucleares de Português Matemática e Inglês, bem como de atividades didáticas. Destaque ainda para a atribuição de mais de 100 bolsas de estudo a colaboradores e/ou seus filhos que não tenham tido acesso a bolsa estatal, o que correspondeu a um investimento superior a 130 mil euros", enumera.

Foram ainda investidos cerca de 1,8 milhões, no reforço do Fundo de Emergência Social para fazer face à crise social e económica, tendo sido apoiados através deste fundo, mais de 1.100 colaboradores, num investimento de 1,1 milhões de euros, 20% acima do realizado em 2019.

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