EDP acelera caminho da descarbonização com metas mais ambiciosas

Empresa pretende reduzir em 90% as emissões de CO2 até 2030, por comparação a 2015. Até 2050, o objetivo é atingir a neutralidade carbónica

Dinheiro Vivo
Miguel Stilwell de Andrade, CEO interino da EDP © Álvaro Isidoro/ Global Imagens

A EDP "reforçou a sua ambição" nas metas ambientais para os próximos dez anos, comprometendo-se a reduzir as suas emissões específicas diretas de CO2 em 90%, comparativamente aos níveis de 2015. O objetivo anterior era na mesma a redução de 90%, mas comparava com os indicadores de 2005. Também até 2030, a elétrica portuguesa vai diminuir em 40% as suas emissões indiretas.

"Esta nova meta representa um avanço significativo nos compromissos de descarbonização da EDP, sustentada pela decisão de antecipar o fecho das centrais a carvão na Península Ibérica e pelo contínuo crescimento da produção a partir de energias renováveis", refere a empresa em comunicado.

Uma revisão das metas de sustentabilidade sancionada pela Science Based Target initiative (SBTi), organização que avalia as iniciativas das empresas tendo em vista o combate às alterações climáticas, e que "reconhece que a estratégia de descarbonização da EDP está alinhada com a trajetória definida pela ciência para limitar o aumento da temperatura média global a 1,5 graus centígrados".

No comunicado, a empresa liderada por Miguel Stilwell Andrade refere, ainda, que este é um compromisso que já assumira, em 2019, quando subscreveu a iniciativa Business Ambition for 1.5ºC, promovida pelas Nações Unidas. Um documento subscrito por mais de 300 das maiores companhias mundiais, das quais 200 já foram reconhecidas pela SBTi como estando a cumprir com o nível de ambição pretendido, das quais só cinco são do sector elétrico.

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