Empresa da Greenvolt ajuda a financiar transição energética

Detida em 70% pela energética liderada por João Manso Neto, a Profit Energy garante financiamento às empresas para fazerem a transição energética e reduzirem a fatura.

Joana Petiz
Instalações fotovoltaicas da Profit © DR

Ajudar a implementar sistemas de produção de energia fotovoltaica para autoconsumoc, sem investimento do cliente e com poupanças e eficiências energéticas são as traves-mestras da atividade da Profit Energy, empresa adquirida a 70% neste verão pela Greenvolt. Com esta vertente, a empresa de renováveis liderada por João Manso Neto, que tem seguido uma trajetória de crescimento intensificada pela entrada em bolsa, em julho, reforça a aposta numa área que acredita que marcará tendências nos próximos tempos, sobretudo para as empresas e indústria: a transição para a autogeração a partir de renováveis.

Especialista no desenvolvimento e conceção de projetos de energia através de fontes renováveis e eficiência energética para autoconsumo, a Profit arranca agora, numa altura em que a descarbonização avança rapidamente e os preços da energia e dos combustíveis estão a disparar, com uma oferta às empresas nacionais de soluções de financiamento que não implicam qualquer investimento por parte dos clientes.

"O modelo de negócio implementado pela Profit Energy garante às empresas o desenvolvimento de projetos de produção solar fotovoltaica e de reforço da eficiência energética para autoconsumo, sem investimento do cliente, através de um modelo de partilha das mais-valias obtidas. Desta forma, além da redução dos custos energéticos, os clientes terão ainda como vantagens associadas a valorização dos imóveis e o contributo para a descarbonização do planeta", explica a Profit.

O acesso ao financiamento é feito através de um contrato ESCo (Energy Service Company), consistindo num modelo de partilha de poupanças geradas pela implementação do sistema de produção e de eficiência, entre o cliente e a Profit Energy ao longo do tempo, permitindo desta forma a amortização do investimento inicial.

"Com as soluções apresentadas pela Profit não subsistem razões para que as empresas nacionais não implementem soluções de produção que não apenas reduzem a sua fatura energética, como também possam dar um contributo decisivo para a descarbonização da sua atividade, reduzindo a sua pegada ambiental", defende Pedro Lavareda de Carvalho, partner fundador da empresa, que conta com mais de 70 megawatt-pico (MWp) em centrais fotovoltaicas, com 140 mil painéis solares e 50 mil equipamentos LED já instalados em Portugal. Os sistemas instalados produziram, segundo a Profit, mais de 100.000 MWh e evitaram a emissão de 18 950 toneladas de CO2.

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