Fabricantes europeias de carros querem mais fábricas no continente

Nova crise de fornecimento de semicondutores apenas será evitada se houver menos dependência da Ásia, defende associação europeia que representa as marcas.

Diogo Ferreira Nunes
Interior da fábrica da Autoeuropa. © Arquivo/Global Imagens

A indústria automóvel europeia tem de depender menos da Ásia para evitar uma nova crise de semicondutores. A associação europeia de fabricantes de automóveis (ACEA, na sigla original) defendeu, em carta enviada à Comissão Europeia, a construção de mais unidades de chips no continente, segundo informação divulgada nesta terça-feira pelo jornal Financial Times.

"Esta crise sem precedentes revelou quão inesperadamente vulnerável é a cadeia de fornecimento de semicondutores e quão urgentemente temos de minimizar a nossa dependência de mercados intercontinentais, especialmente da Ásia, para esses componentes essenciais", destacou o líder da ACEA, Oliver Zipse, citado pela mesma publicação.

A associação defende uma "iniciativa europeia conjunta" para criar mais fábricas de produção de semicondutores. Atualmente, o fornecimento destas peças na Europa está baseado em fábricas em Taiwan, China, Japão e Malásia, que têm sido afetadas pelas sucessivas restrições sanitárias da covid-19 e ainda pelo aumento da procura pelas fabricantes de smartphones e de tablets, que normalmente pagam mais.

Portugal também tem sofrido as consequências das falhas de semicondutores: exemplo disso são as sucessivas paragens de produção nas fábricas de automóveis - como a Autoeuropa e a Stellantis Mangualde -, além da dificuldade de as vendas de carros recuperarem para os níveis pré-pandemia. Devido à falta de oferta de unidades novas, os carros usados estão mais caros.

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