Farfetch passa para Matosinhos em 2025 e quer edifício "mais sustentável de Portugal"

Projeto Fuse Valley foi apresentado esta sexta-feira: Dos 24 edifícios, 14 ficarão prontos no último trimestre de 2025, num projeto que conta com o arquiteto dinamarquês Bjarke Ingels.

Diogo Ferreira Nunes
José Neves, fundador e presidente executivo da Farfetch. © DR

É no final de 2025 que a Farfetch vai abrir o novo escritório de Matosinhos. A plataforma de venda de moda de luxo vai ocupar sete dos 24 edifícios do projeto Fuse Valley, promovido pelo Castro Group e que foi apresentado esta sexta-feira na Casa da Arquitetura do município. O empreendimento irá contar com 140 mil metros quadrados de construção.

A tecnológica liderada por José Neves vai ocupar 60,9 mil metros quadrados com as equipas que atualmente estão instaladas no parque empresarial da Lionesa, em Leça do Balio, e na Boavista, no Porto.

Também no final de 2025 ficarão concluídos outros sete edifícios, que serão promovidos pelo Castro Group. Os prédios incluem 62,8 mil metros quadrados de escritórios para outras empresas; um hotel com 75 quartos e 42 apartamentos; cinco mil metros quadrados de espaços para comércio e serviços como restaurantes, um ginásio e um spa; e ainda haverá um anfiteatro ao ar livre disponível para receber mostras de arte, palestras e workshops.

Os restantes 10 edifícios do Fuse Valley serão construídos na segundo fase do projeto.

Durante a apresentação, o líder do Castro Group, Paulo Castro, recordou que o empreendimento começou a ser pensado em 2018, depois do desafio da Farfetch. Na mesma apresentação, o empresário anunciou que as obras irão arrancar dentro de um ano.

O fundador e presidente executivo da Farfetch, José Neves, revelou a ambição ambiental para os novos escritórios: "Queremos que seja o edifício mais sustentável de Portugal e um dos mais sustentáveis da Europa". O empresário adiantou ainda que haverá compensação das emissões de dióxido de carbono relativas à construção e que a operação do edifício será neutra em carbono.

Para a neutralidade carbónica irão contribuir os 86,5 mil metros quadrados de espaços verdes, alguns dos quais no topo dos edifícios.

Na apresentação do projeto também estiveram presentes o arquiteto dinamarquês responsável pelo projeto, Bjarke Ingels, e o ministro da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira.

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