Infraestruturas de Portugal inverte prejuízos e lucra 32,4 milhões no semestre

Nos primeiros seis meses do ano, a empresa investiu 168,6 milhões nas redes ferroviária e rodoviária, um aumento de 66%.

Sónia Santos Pereira
 © Artur Machado/Global Imagens

A Infraestruturas de Portugal (IP) lucrou 32,4 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, recuperando do prejuízo de 38,9 milhões registado em igual período de 2021.

O resultado operacional atingiu os 119,2 milhões, um acréscimo de 40,8 milhões de euros face ao homólogo do exercício transato, divulgou a empresa este sábado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

As vendas totalizaram 547,9 milhões, um aumento 14%, impulsionado pela subida das receitas core.

A IP contabilizou 501,1 milhões em gastos operacionais até ao final do primeiro semestre, mais 25,4 milhões quando comparado com o mesmo período de 2021.

No comunicado dos resultados enviado à CMVM, a empresa pública destaca os gastos com a conservação da rede rodoferroviária, que atingiram 91,1 milhões, um incremento de cerca 1%.

No primeiro semestre deste ano, a empresa investiu 168,6 milhões nas redes ferroviária e rodoviária, o que traduz um aumento de 66% face ao período homólogo de 2021.

A execução global dos investimentos incluídos no Programa Ferrovia 2020 ascendeu a 132,1 milhões, mais 92% do que no homólogo de 2021.

O Corredor Internacional Sul foi alvo neste período de investimento da ordem dos 69,2 milhões. Deste projeto, encontra-se em construção a nova linha de caminho-de-ferro entre Évora e Elvas, com um investimento realizado de 66,8 milhões no primeiro semestre de 2022.

O Corredor Internacional Norte teve uma de 30,7 milhões, estando em curso as intervenções de requalificação e modernização da Linha da Beira Alta, com um investimento de 30,6 milhões de euros no período em análise.

No âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a IP adianta no comunicado ter cumprido todas as metas contratualizadas para o primeiro semestre. A empresa investiu neste período 2,9 milhões, tendo consignado a obra na EN14. Maia (Via Diagonal)/Interface Rodoferroviária da Trofa, com um investimento previsto de 32 milhões de euros, e a Variante à EN248 (Arruda dos Vinhos), orçada em 6 milhões de euros.

Dentro dos investimentos rodoviários, a empresa deu continuidade a duas obras integradas no Plano de Valorização das Áreas Empresariais: a Ligação do Parque de Negócios de Escariz à A32, com um investimento no semestre de 9 milhões de euros; e a Ligação do Parque Empresarial de Formariz/Paredes de Coura à A3, com um custo realizado de 2,4 milhões.

Em curso, está também o Sistema de Mobilidade do Mondego, que registou um investimento de 6,5 milhões no semestre.

A 30 de junho de 2022, o resultado financeiro global era negativo em 126,6 milhões de euros, uma melhoria de 18,3 milhões face ao ano anterior.

A dívida financeira totalizava 4.047,5 milhões, um decréscimo de 97,4 milhões face a 31 de dezembro de 2021 devido às amortizações dos empréstimos contraídos junto do BEI.

A empresa sublinha ainda na nota dos resultados semestrais que se manteve a política de financiamento prosseguida pelo acionista de capitalização através de operações de aumento de capital que, no primeiro semestre deste ano, ascenderam a 743 milhões.

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