Laboratório Edgar Cardoso apresenta melhor proposta para nova ponte no Douro

Nova travessia entre Porto e Gaia tem de ficar pronta até 31 de dezembro de 2025. Três finalistas foram conhecidos nesta segunda-feira e projeto será adjudicado em dezembro.

Diogo Ferreira Nunes
Metro do Porto. © Igor Martins/Global Imagens

O laboratório Edgar Cardoso apresentou a melhor proposta para a construção da nova ponte sobre o rio Douro entre Porto e Gaia. Foram anunciadas nesta segunda-feira as três melhores candidaturas para a travessia que vai servir para a nova linha do Metro do Porto que irá chegar a Gaia. A proposta final será adjudicada em 7 de dezembro, anunciou o presidente da transportadora, Tiago Braga, depois de uma reunião extraordinária do conselho de administração.

O concurso público para a nova travessia foi lançado em março deste ano. As propostas a concurso teriam de ter um orçamento abaixo dos 70 milhões de euros e prazo de execução de 1100 dias, cerca de três anos. As propostas também tinham de ter em conta que a ponte não terá pilares no rio, que a cota será mais alta do que a da ponte da Arrábida e também tem de permitir a passagem de peões, bicicletas e metro.

O júri recebeu um total de 28 propostas, das quais foram escolhidas as três melhores. Segue-se a fase dos convites para apresentação das propostas finais, na primeira quinzena de novembro. O relatório final de avaliação do júri será publicado em 30 de novembro.

<strong>Três melhores projetos</strong>

A proposta vencedora foi desenvolvida pelo laboratório Edgar Cardoso, no valor de 50,5 milhões de euros e prevê a construção de uma ponte totalmente em betão, com apoios nas encostas em Porto e em Gaia. A solução contempla também um pequeno elevador para acesso à rua do Bicalho e à faculdade de arquitetura. No tabuleiro prevê-se a instalação de painéis fotovoltaicos entre os carris para alimentar a iluminação da ponte.

Proposta vencedora prevê escoras inclinadas.

Em segundo lugar ficou o projeto apresentado pela Coba Consultores, no valor de 62,8 milhões de euros. Prevê a construção da ponte com um arco intermédio de 470 metros com pilares metálicos. Junto à travessia o projeto prevê a construção de uma praça.

Proposta em segundo lugar prevê construção de uma praça do lado do Porto.

A solução que ficou no terceiro posto foi criada pela Betar Consultores e prevê um orçamento de 69,2 milhões de euros. A travessia proposta será construída com a lage em betão armado.

Projeto do terceiro classificado prevê pilares inclinados nas margens

Os três melhores projetos vão receber um prémio financeiro de 150 mil, 100 mil e 50 mil euros, conforme a classificação. A proposta que resultar na construção da nova ponte poderá descontar o prémio no orçamento.

A nova travessia para ligar o Porto e Gaia através de metro ficará entre as pontes da Arrábida e de Luís I e servirá uma nova linha de Vila Nova de Gaia, entre Santo Ovídio e a Casa da Música, no Porto. A ponte deverá ligar o Campo Alegre, no Porto, ao Arrábida Shopping. A obra da segunda linha de Gaia deverá custar 299 milhões de euros e deverá decorrer entre 2023 e 2025 para que possa beneficiar do financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência.

O júri do concurso público internacional de conceção da nova ponte é composto por 11 elementos, entre eles o arquiteto Eduardo Souto de Moura, Prémio Pritzker de 2011, em representação da Câmara do Porto. O júri também é constituído por Lúcia Leão Lourenço, que preside, Joana Barros, Victor Silva e Miguel Osório de Castro (representantes da Metro do Porto); Inês Lobo e Alexandre Alves Costa, (Ordem dos Arquitetos); Rui Calçada e Júlio Appleton (Ordem dos Engenheiros); Amândio Dias (Direção Regional de Cultura do Norte) e Serafim Silva Martins (Câmara de Gaia).

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