Lucro da REN cai 11,9% para 76,1 milhões de euros

Consumo de energia elétrica caiu 3,5%. No gás natural a perda é de 1,5%

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A REN - Redes Energéticas Nacionais terminou os primeiros nove meses do ano com resultados líquidos de 76,1 milhões de euros, o que representa uma quebra de 11,9% face ao período homólogo. Sâo 10,3 milhões de euros a menos. Em comunicado, a empresa destaca que o negócio internacional contribuiu com 10,4 milhões de euros e que os resultados foram "penalizados pela Contribuição Extraordinária para o Setor Energético, cujo valor ascendeu a 28,2 milhões".

Já o ​​​​​​​EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da gestora das redes energéticas nacionais caiu 4,2% para 352,5 milhões de euros, devido "sobretudo à redução no valor de taxas de remuneração dos ativos, de 15,6 milhões de euros, e à maior contribuição do OPEX (as despesas operacionais), de 6,9 milhões". O segmento internacional contribuiu positivamente com 5,4 milhões de euros para o EBITDA, graças à consolidação da chilena Transemel.

Quanto ao investimento, o CAPEX atingiu os 103,7 milhões de euros, um valor 6,6 milhões abaixo do período homólogo, dos quais 73% relacionados com o negócio da eletricidade e 8,5% devido aos negócios no Chile. A dívida líquida desceu 2,9% para 2.743 milhões de euros.

"A nível operacional, os primeiros nove meses do ano ficaram inevitavelmente marcados pelos impactos da pandemia de covid -19 na atividade económica", diz a empresa no comunicado, destacando que o consumo de energia elétrica registava, no final de setembro, uma variação negativa anual de 3,5% (4,2% com correção de temperatura e dias úteis).

Já o consumo de gás natural caiu 1,5%, com o segmento convencional a apresentar uma variação negativa de 6%, enquanto o segmento de produção de energia elétrica ganhou 6,9%. "No final dos primeiros nove meses do ano, o índice de produtibilidade hidroelétrica anual situou-se em 0,97 (média histórica igual a 1) e o de produtibilidade eólica em 0,89 (média histórica igual a 1)", pode ler-se no documento.

A produção renovável abasteceu 56% do consumo nos primeiros nove meses do ano, repartido pela hidroelétrica com 24%, eólica com 22%, biomassa com 7% e fotovoltaica com 3%. A produção não renovável abasteceu 38%, fundamentalmente com gás natural. O carvão representou cerca de 3% do consumo.

O saldo de trocas com o estrangeiro abasteceu os restantes 6% do consumo nacional. Nos primeiros nove meses do ano o terminal de GNL de Sines registou 47 operações de descarga de navios com um volume total de 47,218 TWh, o que representa cerca de 93% da energia para aprovisionamento de gás natural em Portugal.

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