Lucros do BCP afundam 84% para 12,3 milhões no primeiro semestre

O presidente executivo do BCP, Miguel Maya, disse que o banco vai esperar pelos resultados do terceiro trimestre para ter mais "visibilidade" e tomar uma decisão sobre a distribuição de dividendos aos acionistas, "sabendo que é muito importante pagar dividendos".

Elisabete Tavares
Miguel Maya, presidente executivo do Millnnenium bcp

O Millennium bcp registou lucros de 12,3 milhões de euros no primeiro semestre de 2021, o que corresponde a uma queda homóloga de 84%.

O banco explica a descida dos resultados com "o reforço de 214,2 milhões de euros das provisões para riscos legais associados a créditos em francos suíços concedidos na Polónia e itens específicos de 87,2 milhões de euros em Portugal, respeitantes essencialmente a custos de reestruturação".

"Por outro lado, o contributo da atividade em Portugal para o resultado consolidado do Grupo, situou-se num patamar semelhante ao registado na primeira metade do ano anterior, não obstante ter sido fortemente condicionado pelo reconhecimento de uma provisão, no montante de 81,4 milhões de euros, para fazer face aos custos com o plano de reestruturação do quadro de pessoal em curso", adianta o banco no comunicado com os resultados.

Na atividade em Portugal, o banco registou um lucro líquido de 45,1 milhões de euros no primeiro semestre de 2021, "mantendo-se em linha com o montante apurado no mesmo período de 2020". O banco explica que o resultado "se encontra fortemente penalizado pelo reconhecimento da provisão, no montante de 81,4 milhões de euros, associada a custos de reestruturação, na sequência do ajustamento do quadro de pessoal em curso".

O banco vai dispensar até 900 trabalhadores e prevê alcançar uma poupança anual de 35 milhões de euros com o programa de saídas.

"O resultado líquido da atividade em Portugal foi largamente beneficiado pelo aumento dos resultados em operações financeiras, mas também pelo crescimento dos proveitos core, quer da margem financeira, quer das comissões líquidas", frisa o banco. Adianta que ", paralelamente, a redução das dotações para imparidade de crédito contribuiu também de forma positiva para a evolução dos resultados na atividade em Portugal".

Em termos consolidados, a margem financeira do BCP melhorou 0,7% para 768,2 milhões de euros e o produto bancário cresceu 6,6% para 1122,6 milhões de euros.

O crédito a clientes cresceu 4,1% para 55.885 milhões de euros e os depósitos e recursos de clientes aumentaram 7,3% para 68.101 milhões de euros.

Atualizada às 19H11 com mais informação

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