Novo Banco: Grupo de 18 grandes devedores com novas perdas superiores a mil milhões

Grupos como os de Luís Filipe Vieira e José Guilherme, ex-devedores do BES, ainda podem gerar mais perdas milionárias que terão de ser suportadas pelos contribuintes.

Dinheiro Vivo
Balcão do Novo Banco. (PAULO SPRANGER / Global Imagens ) © Paulo Spranger /Global Imagens

Um grupo de 18 grandes devedores do Novo Banco pode gerar perdas acrescidas superiores a mil milhões de euros, relativamente a dívidas do tempo do BES, que terão de ser suportadas pelos contribuintes.

A este montante há ainda que somar as perdas de 1,21 mil milhões de euros registadas entre julho de 2016 e o fim de 2018, conta o Negócios, esta segunda-feira, citando o Correio da Manhã.

Quatro grandes devedores concentram metade do risco: 131 milhões de euros cabem à Promovalor, de Luís Filipe Vieira; outros 131 milhões de euros ao Grupo Pelicano, criado por Joaquim Mendes Duarte; 121 milhões de euros ao Grupo Elevo; e 116 milhões de euros ao empresário José Guilherme, que deu um presente de 14 milhões de euros a Ricardo Salgado.

Os dados constam da auditoria da Deloitte ao Novo Banco. Segundo o Correio da Manhã, outros grupos representam igualmente perdas elevadas: 90 milhões de euros da Obriverca; 86 milhões de euros da Imatosgil e 78 milhões de euros de Berardo.

Quanto aos grupos Moniz da Maia e Ongoing, representam um risco de prejuízos muito inferior, já que o Novo Banco registou as perdas mais elevadas no período anterior ao final de 2018.

Esta semana, prosseguem no Parlamento as audições no âmbito da Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar às perdas registadas pelo Novo Banco e imputadas ao Fundo de Resolução. Esta segunda-feira, é a vez de ser ouvido Carlos Costa, ex-governador do Banco de Portugal, a partir das 15H00. Costa estava na liderança do supervisor quando o Novo Banco foi vendido à Nani Holdings, subsidiária do fundo Lone Star, em 2017, bem como aquando da venda falhada em 2015.

Para terça-feira está marcada a audição de Luís Máximo dos Santos, presidente do Fundo de Resolução, e de Mário Centeno, antigo ministro das Finanças e atual governador do banco central. António Ramalho, presidente executivo do Novo Banco será chamado na quarta-feira e Nuno Vasconcellos, da Ongoing, é ouvido na quinta-feira, a partir do Brasil.

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