Parque de Amarante abriu portas para bater recordes

Empreendimento, que foi alvo de um investimento de 1,5 milhões para reforçar a componente lúdica e a atratividade, prevê aumentar receitas.

Sónia Santos Pereira
Detido pelo grupo Looping, o Parque Aquático de Amarante é o maior de montanha da Península Ibérica. © D.R.
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O Parque Aquático de Amarante, propriedade do grupo francês Looping, já abriu portas para animar os dias de verão e está preparado para bater recordes, depois de dois anos de restrições de horários de funcionamento e de capacidade devido à pandemia, que provocam quebras de 50% nas vendas. O espaço de lazer investiu 1,5 milhões de euros na construção de cinco novas atrações - três escorregas para os aficionados de adrenalina e outros dois a pensar nos mais pequenos -, de zonas verdes e de restauração para atingir nesta temporada uma faturação da ordem dos 2,5 milhões de euros que, a concretizar-se, significará um aumento de 8,7% face aos 2,3 milhões registados no melhor ano de sempre, o pré-pandémico, avançou Hélder Silva, diretor-geral do parque.

Os 44 hectares do complexo aquático, o maior de montanha da Península Ibérica, aguardam a visita de 175 mil pessoas, número idêntico ao registado em 2019, embora nestas primeiras semanas de atividade já estejam a ultrapassar as estimativas desse indicador. Os 18 escorregas (com o Turbolance e o FastMoutain a puxar pelas emoções), as sete piscinas - uma das quais de ondas, com 800 metros quadrados de superfície de água, e que é uma das bandeiras do empreendimento -, a vasta oferta de restauração e a envolvente verde já receberam cerca de 25 mil visitantes, a maioria da comunidade escolar. Os portugueses e os espanhóis são os principais mercados do Parque Aquático de Amarante, com um peso de 80% no total de visitantes, mas regista-se também muita procura por parte das comunidades de emigrantes, de ingleses, franceses e holandeses, adiantou o responsável.

Aberto até 18 de setembro, retomando assim o calendário de funcionamento habitual, o parque vai ser alvo no futuro próximo de novos investimentos. Segundo Hélder Silva, há já um plano delineado para os próximos anos, incluindo 2023, que passa pela instalação de novas atrações, sempre com a preocupação de servir a todas as idades, além da melhoria da qualidade da experiência, com foco nos espaços verdes e em novas ofertas de restauração. Para já, os valores a aplicar neste plano são sigilosos.

Alojamento Local e eventos

O Parque Aquático de Amarante, inaugurado em 1994, foi um projeto da Mota-Engil, alienado em 2018 aos franceses da Looping, grupo que explora 18 centros de diversões espalhados por Espanha, França, Reino Unido, Alemanha, Países Baixos, Suíça e Croácia, e responde por uma faturação anual da ordem dos 110 milhões de euros. O empreendimento, que desde a sua inauguração já recebeu investimentos de mais de seis milhões de euros, conta ainda com uma unidade de Alojamento Local e uma casa de eventos.

A Aldeia do Tâmega, que abriu em 2015, é composta por 16 casas típicas da região, totalmente em pedra. O resort turístico está aberto todo o ano, sendo que, volvidos dois exercícios ensombrados pela covid, pode finalmente funcionar em pleno. Hélder Silva espera assim atingir uma faturação superior a 150 mil euros com a exploração deste negócio. A Casa do Rio está, neste momento, concessionada a uma empresa de catering, mas também este verão viu a sua atividade voltar ao normal, com a retoma dos eventos familiares, como casamentos, comunhões e batizados.

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