Plataforma de viagens investe no Porto e está a contratar

Empresa espanhola eDreams inaugurou centro tecnológico na cidade Invicta. Equipa de 25 pessoas apoia no desenvolvimento de programas de subscrição e de definição dos preços.

Diogo Ferreira Nunes
Dana Dunne é o presidente executivo da plataforma eDreams, uma das maiores do mundo. © José Carmo / Global Imagens

Concelhos como o Porto têm conseguido atrair várias empresas tecnológicas nos últimos anos. A plataforma de viagens eDreams é a mais recente companhia a fazer escala na cidade Invicta: ontem inaugurou o primeiro centro tecnológico em Portugal, que já conta com 25 pessoas e que está a contratar ao longo dos próximos anos. A escolha do Porto teve em conta três fatores, aponta ao DN/Dinheiro Vivo o líder da eDreams, Dana Dunne.

"O Porto tem uma comunidade tecnológica vibrante e de alta qualidade. É um local atrativo para pessoas do exterior da cidade, do país e até mesmo de fora da União Europeia. As pessoas gostam do estilo de vida, do ambiente, da cidade e da comunidade", elenca o gestor. A enumeração não fica por aqui. "A cidade tem um lado dinâmico, jovem e está em crescimento, que é algo intangível", conclui Dunne, que se considera "parte britânico, parte irlandês e parte norte-americano".

A eDreams não estabelece, para já, limites para a contratação de pessoas para as instalações em Portugal. "Vamos continuar a contratar e, se for preciso, teremos mais espaço. Fizemos isso em Madrid e em Barcelona nos últimos anos. Se um escritório ficar cheio, compramos outro", responde Dana Dunne ao DN/Dinhero Vivo.

Para já, na página de carreiras da empresa, na internet, há 25 vagas disponíveis para as unidades do Porto, Madrid, Barcelona e Milão. No escritório português não faltam lugares vazios e nota-se que há bastante espaço para colocar mais secretárias, assim a plataforma o queira.
"Por exemplo, se tivéssemos mais de cem vagas em aberto e se houvesse gente para as ocupar, iríamos encontrar capacidade para isso", assume Dunne.

Na fase de arranque, a equipa portuguesa da eDreams está a trabalhar com outras unidades internacionais no desenvolvimento de programas de subscrição, na melhoria da aplicação para o sistema operativo iOS (usado nos iPhones) e ainda no desenvolvimento de ferramentas de conectividade e inteligência artificial para o mecanismo de definição dos preços.

A abertura do primeiro escritório tecnológico em Portugal surge numa altura em que a indústria do turismo está a recuperar dos efeitos da covid-19.
Como segunda maior plataforma de pesquisa de viagens do mundo - apenas atrás da chinesa Ctrip - a eDreams acredita que o pior já passou. "Os nossos números já estão acima do pré-pandemia: em julho, julho e agosto os números de reservas foram 27% superiores aos de 2019."
Com os dados recolhidos através dos milhões de utilizadores diários, a eDreams consegue traçar algumas novas tendências trazidas pela pandemia e que vão deixar marcas na indústria do turismo.

Apesar de ser uma plataforma totalmente dedicada às viagens de lazer, a empresa já conseguiu perceber que o segmento de negócios "está a ser muito afetado, porque continuam os eventos remotos, as pessoas aceitam a tecnologia".
No momento da compra, os consumidores também passam cada vez menos pelas agências de viagem. "Antes da pandemia, ainda muita gente procurava em meios físicos e depois marcava na internet; agora, as pessoas estão muito mais confiantes em procurarem e comprarem online." Paris,

Funchal e Ponta Delgada são os destinos mais procurados.
Outra tendência que a eDreams observa é a utilização crescente pelos consumidores do telemóvel para fazer compras, em vez do computador.
diogofnunes@dinheirovivo.pt

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG