Portuguesa Bandora foi a vencedora do Pitch at the Beach. Mas há mais um português no pódio

A primeira edição do Pitch at the Beach em Portugal terminou e foram escolhidos os três vencedores entre 30 startups, sendo 14 delas portuguesas. A justa vencedora conseguiu dois anos no Tagus Park (o equivalente a 42 mil euros).

Filipa Quito
Os três vencedores. De esquerda para a direita: Jorge Padron, da Bridgerlab (2º lugar), Márcia Pereira, da Bandora (1º lugar) e André Braz, da TimeView (3º lugar) © DR
Márcia Pereira da startup Bandora © DR
Jorge Padron da startup Bridgerlab © DR
André Braz da startup Time View © DR
Evento Pitch at the Beach em Portugal, na Marina de Oeiras © DR
Evento Pitch at the Beach em Portugal, na Marina de Oeiras © DR

É uma startup portuguesa e dedica-se à transformação digital e energética de edifícios, permitindo que em poucas horas a empresa consiga tornar um edifício comum num 100% autónomo. A Bandora foi a vencedora do Pitch at the Beach (apresentações rápidas das empresas) e a CEO, Márcia Pereira, já reagiu: "Estou muito contente, conheci pessoas excelentes, não sei o que dizer."

A primeira edição do Pitch at the Beach em Portugal e na Europa, decorreu na Marina de Oeiras e a portuguesa Bandora não esteve sozinha em palco. Seguiram-se mais dois vencedores, entre eles outro português. Pela startup Bridgerlab, subiu ao palco o CEO Jorge Padron, do Peru, e a representar a portuguesa TimeView esteve André Braz, em segundo e terceiro lugares, respetivamente, fechando o grande pódio.

"Estamos muito felizes e muito entusiasmados com o reconhecimento", remata Márcia Pereira da Bandora. "Há um grande potencial de negócio e vai existir um grande crescimento. Isto é mesmo importante, principalmente neste evento diferente, que conta com um ambiente mais descontraído que ajuda as ideias a fluir." Como primeiro prémio teve direito a 42 mil euros (valor que traduz a sua instalação na incubadora do Tagus Park) e ainda a um smartphone.

Márcia Pereira da startup Bandora © DR

Em poucas palavras, o CEO da segunda vencedora do evento, a startup do Peru Bridgerlab, transmitiu também uma alegria imensa e que o deixou quase em lágrimas: "Estou muito emocionado, muito feliz. O meu maior sonho era ser vencedor", disse Jorge Padron.

Jorge Padron da startup Bridgerlab © DR

A empresa peruana facilita o processo de integração de dados entre qualquer ERP (Planeamento de Recursos Empresariais, em tradução livre), CRM (Gestão de relacionamento com o cliente), POS (máquina de pagamentos eletrónicos) e qualquer plataforma de comércio eletrónico e marketplace.

Por fim, a terceira vencedora, a portuguesa TimeView (videovigilância), de André Braz, que, ainda atordoado e sem acreditar diz: "Isto para nós é uma oportunidade para crescer e desenvolver a nossa tecnologia. E estar um bocadinho mais perto de mudar o mundo."

André Braz da startup Time View © DR

Ambos os vencedores podem usufruir da mentoria com o grupo Altice, um programa de inovação com várias startups, e de um laboratório tecnológico para desenvolvimento de soluções de IoT (Internet of Things), o Golabs.IoT.

O CEO da Tagus Park ainda deixou algumas palavras sobre a Bandora ter sido a vencedora, dizendo ter todo o gosto em recebê-la no Tagus Park. "Durante o pitch da Bandora percebi que era uma startup com potencial. Foi uma das minhas preferidas. Tive o prazer de a anunciar como vencedora e não podia ter sido um melhor resultado."

Antes de se saber resultados, os oito finalistas fizeram um pitch (discurso rápido) para convencer a mesa de jurados, com representantes ligados a startups, investidoras e alguns business angels.

Este foi o primeiro Pitch at the Beach que aconteceu em Portugal e na Europa, de 2 a 4 de julho, com 30 startups, 14 delas portuguesas, sendo que das edições anteriores, quatro decorreram no México, a quinta foi em Portugal e a próxima, a sexta, vai decorrer em setembro na República Dominicana.

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