"Queremos ter um Natal", mas com compras em segurança, diz Costa

Governo anunciou campanha Natal 2020: "Planeie o seu Natal com tempo. Compre cuidando de todos", com adesão de várias associações representativas do comércio.

Ana Marcela
O primeiro-ministro, António Costa, fala aos jornalistas © António Cotrim/Lusa

"Queremos ter um Natal e tão parecido com as tradições que temos: com bacalhau ou com peru, com Missa de Galo, sem Missa de Galo, cada um escolherá", diz António Costa, primeiro-ministro, durante a apresentação da campanha Natal 2020, que vai estender até final de janeiro o período para troca de compras realizadas até 25 de dezembro.

"Esta campanha é aquela que permite dizer que sim, é possível ir às compras, desde que as regras sejam cumpridas", acrescentou. O anúncio é feito no mesmo em que 121 concelhos do país, cerca de 7,1 milhões de portugueses estão sujeitos a medidas de restrição mais elevadas, para conter a pandemia. Consciente das dificuldades do setor do retalho, o governo "irá aprovar um novo conjunto de medidas de apoio à atividade económica e para PME", anunciou Costa.

A campanha - em que os lojistas de forma voluntária aderem, colocando um dístico nas lojas - irá permitir fazer compras de Natal mais cedo e estender o período de trocas até 31 de janeiro, evitando aglomerações no momento de compras e de troca. Um protocolo que conta com o apoio da Deco, da APED, da APCC e da CCP, entidades de defesa do consumidor e representantes do retalho alimentar e especializado.

A campanha, reforça o governante, "permite mais tempo para as compras e para as trocas evitando-se aglomerados", diz. "O presente no sapatinho que mais gostaríamos de receber este Natal seria uma vacina para o covid, mas dificilmente será um presente possível de receber no Natal deste ano", diz

"Teremos de ter esta capacidade de adaptação, que é a única forma que temos para viver este período", diz. E, no caso das compras de Natal - um dos períodos mais relevantes para o comércio e o retalho em geral - é "ir às compras em segurança, desde que as regras sejam cumpridas".

Governo vai ter pacote adicional de medidas de apoio

O anúncio, lembra António Costa, surge no mesmo dia em que 121 concelhos em todo o país passam a estar sujeitos a regras mais restritivas para conter a expansão da pandemia. Decisões, como obrigatoriedade do teletrabalho - que afasta as pessoas das lojas - ou a redução de horário do comércio têm impacto no setor do retalho, "um dos mais afetados pela crise".

"O governo tem consciência das dificuldades. Amanhã, em Conselho de Ministros, irá aprovar um novo conjunto de medidas de apoio à atividade económica e para as PME, que estão a ter um esforço muito grande e a suportar um custo muito grande."

O protocolo - que era esperado há cerca de uma semana - surge depois de no passado dia 27 de outubro a APCC - que nos seus centros tem 8600 lojas - ter anunciado que os centros comerciais e os lojistas nos shoppings vão investir mais de 700 mil euros numa campanha de comunicação apelando aos consumidores a fazer compras de Natal de forma mais segura. Este prolongamento é válido para compras efetuadas até 15 de dezembro. Os lojistas que adiram a esta medida ostentarão um dístico criado pela APCC especialmente para esta campanha.

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