Riopele lança primeira coleção no metaverso

Iniciativa insere-se nos projetos de digitalização de amostras e de prototipagem virtual de produtos, tecnologias que a Riopele vai colocar ao serviço dos seus clientes

Ilídia Pinto
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A Riopele vai lançar a sua primeira coleção no metaverso e escolheu a QSP Summit para o efeito. A intenção é que clientes, fornecedores e parceiros da têxtil de Pousada de Saramagos, em Vila Nova de Famalicão, possam "experienciar os tecidos no mundo digital".

"Com esta iniciativa, que se enquadra no âmbito dos projetos de digitalização de amostras e de prototipagem virtual de produtos, a Riopele colocará no metaverso todas as ferramentas para que os clientes possam analisar as coleções e verificar as funcionalidades e efeitos visuais dos tecidos em peças digitais com elevado realismo", refere, em comunicado, o diretor de Sistemas de Informação da empresa. O evento está marcado para amanhã, dia 29 de junho, na QSP Summit, que decorre na Exponor.

Apesar do termo metaverso ter "ganho popularidade recentemente", a Riopele iniciou a sua abordagem à transição digital já há cinco anos, num investimento acumulado que atingirá os 40 milhões de euros até 2025. Dos vários exemplos que tem já implementados, destaque para o acompanhamento da produção em tempo real através do metaverso, projeto que está operacional desde 2018.

Mas agora quer ir mais longe e ajudar os seus clientes nesta transição: as equipas que não tenham equipas internas de execução de amostras digitais poderão recorrer à tecnologia da Riopele para o fazerem. "A nossa convicção é que o físico e o digital são complementares. O metaverso irá trazer ganhos em termos de rapidez de desenvolvimento de coleções, eliminará os desperdícios, promovendo a sustentabilidade, e melhorará a capacidade de oferta de coleções adequadas a cada cliente de forma custo-eficientes", defende Rui Oliveira.

O diretor de Sistemas de Informação da Riopele considera, por outro lado, que as coleções digitais são "claramente catalisadoras da criatividade". Não só a digitalização permite um acesso facilitado ao conhecimento, "inimaginável há algumas décadas", como, ao ser bem utilizado e bem 'filtrado', permite "fontes de inspiração mais diversificadas e ricas". Por outro lado, "apesar de já começarmos a ter acesso a tecnologias 3D, imersivas e de realidade virtual ou aumentada, a forma como captamos a atenção de clientes empresariais ou consumidores finais é muito mais complexa. Isto obriga a uma maior criatividade das coleções e de como as mesmas são apresentadas num ambiente digital", acrescenta, sublinhando que "o tempo que temos para captar a atenção no digital é muito menor pois estamos a interagir com, no máximo, três sentidos de clientes ou compradores. Temos que ser muito mais criativos para marcar a diferença".

Por fim, a Riopele destaca que a transição digital tem levado, também, à captação de uma nova geração de talentos, especializados no domínio das novas tecnologias, cuja integração, diz Rui Oliveira, tem sido "catalisada por um ambiente cultural consistente e virado para a inovação, com visão de futuro e com um espírito de equipa fortemente alicerçado". O número de trabalhadores da empresa cresceu 20% na última década, sendo hoje 1083 no total. O volume de negócios é de 62 milhões de euros.

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