Via Verde: Serviço extra portagens vai ser pago

Empresa da Brisa cria opção só para portagens, com preços iguais, e quem quer mais oferta terá de gastar mais.

Diogo Ferreira Nunes
Preços revistos entram em vigor a 5 de janeiro de 2022 para novos aderentes à Via Verde.

Mais de 2,7 milhões de pessoas têm Via Verde. Com o mesmo identificador, pagam as portagens nas autoestradas sem parar o veículo na praça e, por exemplo, podem abastecer o carro em postos de combustível selecionados ou pagar estacionamento.

No entanto, tudo vai mudar a partir do início do próximo ano: a empresa do grupo Brisa vai separar o pagamento das portagens dos restantes serviços. Os atuais clientes estão a ser transferidos automaticamente para a nova modalidade; se não quiserem, têm de o comunicar por escrito (através de e-mail ou carta) ou pela linha de apoio ao cliente.

A partir de 5 de janeiro, vai haver um serviço só para pagar portagens - Via Verde Autoestrada. O preço da mensalidade ou da anuidade para alugar o equipamento será igual caso escolha esta opção. Se preferir fatura sem papel, pagará 49 cêntimos por mês ou 5,75 euros por ano; se preferir o extrato em suporte físico, a despesa varia entre 99 cêntimos (mensalidade) e 11,65 euros (anuidade).

Se as portagens não forem suficientes, terá de ficar com a Via Verde Mobilidade. A nova opção "dará acesso a todos os serviços existentes, bem como a novos serviços e benefícios que a Via Verde Portugal venha a criar", refere a empresa em informação enviada aos clientes no final da semana passada.

Entrar e sair de parques de estacionamento cobertos ou na rua sem ter de usar a máquina, carregar veículos elétricos, pagar viagens de ferry entre Setúbal e Troia ou compras no McDonald's são algumas das opções que transitam para a nova modalidade.

A Via Verde está a transferir os atuais clientes para o novo serviço, que será mais caro do que a opção apenas com portagens. Até 31 de março, ainda assim, o preço da mensalidade/anuidade será igual à modalidade com autoestrada, conforme preferir a fatura digital ou em papel.

As mudanças começam a ser sentidas a partir de 1 de abril: se preferir fatura sem papel, pagará 99 cêntimos por mês ou 11,65 euros por ano; se preferir o extrato em suporte físico, a despesa varia entre 1,49 euros (mensalidade) ou 17,40 euros (anuidade).

Quem só usa identificador alguns meses por ano (Via Verde Leve) terá sempre portagens e outros serviços de mobilidade incluídos - o que terá consequências no preço.

Atualmente, a mensalidade varia entre 70 cêntimos (extrato digital) e 1,20 euros (extrato em papel). Os atuais aderentes, a partir de abril, passarão a pagar 1,25 euros por mês (fatura digital) ou 1,75 euros (conta em papel).

Os novos preços entram em vigor a partir de 5 de janeiro para todos os novos aderentes à Via Verde.

Quem já comprou o identificador tem "acesso a todos os serviços já disponíveis até à data de lançamento das novas modalidades". Depois disso, "não será garantido o acesso a futuras evoluções da oferta Via Verde que surjam após esta data".

Fonte da empresa nota ao Dinheiro Vivo que esta mudança serve para "simplificar e clarificar" a oferta de serviços desenvolvidos nos últimos anos "em ambiente concorrencial". Mais de metade dos clientes da Via Verde não usa só as portagens.

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