Precários

AMPorto critica contratação de precários dos fundos comunitários além de 2020

Foto: Lusa
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O Conselho Metropolitano do Porto criticou a anunciada vinculação dos trabalhadores precários que gerem fundos comunitários do Portugal 2020

O presidente do Conselho Metropolitano do Porto criticou hoje a anunciada vinculação à Agência para Desenvolvimento e Coesão dos trabalhadores precários que gerem fundos comunitários, por defender que esses empregos podem não se justificar para além de 2020.

Em declarações à Lusa, Emídio Sousa referiu-se assim ao anúncio, por parte do Governo, de que os especialistas em gestão de fundos comunitários atualmente contratados pelas comissões de coordenação e desenvolvimento regional (CCDR) de diferentes zonas do país serão integrados na Agência para Desenvolvimento e Coesão, sediada de Lisboa.

“Estes trabalhadores não podem ser considerados precários porque são profissionais especificamente contratados para gerir os fundos disponíveis até 2020”, defendeu o também presidente da Câmara de Santa Maria da Feira.

“Se o Governo os quer meter no quadro, pode fazê-lo, mas o problema é que estará a contratar gente cujo trabalho não se sabe se será necessário para além de 2020 – porque não é garantido que haja quadro comunitário de apoio para além dessa data”, explicou.

O presidente do Conselho Metropolitano do Porto argumentou que, a admitirem-se de forma definitiva esses profissionais, a melhor opção também não será afetá-los apenas a Lisboa.

“Se é para os meter no quadro, quer tenham ou não trabalho daqui a três ou quatro anos, então o mais lógico é vinculá-los às CCDR onde já estão a trabalhar agora”, conclui.

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