AMRR defende prolongamento das moratórias de crédito e rendas

A tesouraria das empresas "estão em grande pressão", alerta a AMRR. "São várias as empresas que se encontram com falta de liquidez e com enormes dificuldades para pagar a fornecedores, rendas, parte do lay-off e impostos."

A Associação de Marcas de Retalho e Restauração (AMRR) defende o prolongamento das moratórias de crédito e de rendas para o retalho, entre outras medidas, numa altura em que o confinamento do país ditou o fecho temporário de portas da generalidade do setor, pelo menos durante dois meses, dizem. Num ano, em cinco meses o setor teve faturação zero e quebras de 40% nos restantes. "As dificuldades aumentaram. São necessárias novas medidas e novos apoios", defende.

"Após três meses com as lojas fechadas em 2020, a generalidade do comércio de retalho enfrenta agora um período que se teme não inferior a dois meses de novo encerramento. Isto significará que, no espaço de um ano, o comércio terá cinco meses de faturação zero. Sendo que nos restantes sete meses, a faturação teve quedas de 40%, em resultado de uma menor procura e da existência de medidas restritivas de horários e de lotação dos espaços", lembra a associação liderada por Miguel Pina Martins.

Neste momento, a tesouraria das empresas "estão em grande pressão", alerta a AMRR. "São várias as empresas que se encontram com falta de liquidez e com enormes dificuldades para pagar a fornecedores, rendas, parte do lay-off e impostos."

"A AMRR entende que não é possível considerar-se que os apoios e medidas determinados em 2020 possam também cobrir os problemas de 2021. O contexto mudou. As dificuldades aumentaram. São necessárias novas medidas e novos apoios", defende.

A AMRR apela assim não só ao prolongamento das moratórias de crédito (capital e juros) até março de 2022; bem como das das rendas; que o programa Apoiar Rendas "seja robustecido, com reforço dos apoios em termos mais adequados à realidade, e abrangendo também os quiosques dos centros comerciais".

"Para os contratos em centros comerciais, e considerando que é necessária uma solução legislativa que permita, com equilíbrio e justa repartição de sacrifícios entre proprietários e lojistas, assegurar em 2021 uma taxa de esforço não superior à verificada em 2019", defende.

A associação das marcas e retalhistas defende ainda um ajustamento do programa Apoiar "com vista a ter em consideração, para efeitos de análise da queda de vendas, o mesmo perímetro comparável de estabelecimentos" e, a nível fiscal, que o IVA de fevereiro "seja diferido, possibilitando-se o seu pagamento em prestações".

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