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ANA avança com obras na Portela “o mais rápido possível”

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Fecho de pista secundária do aeroporto Humberto Delgado era último passo para que o aeroporto lisboeta possa avançar para obras. Local da pista 17/35 será nova área de estacionamento.

As obras que vão marcar o início do plano de expansão do aeroporto de Lisboa arrancam “o mais rápido possível”. A gestora aeroportuária nacional, ANA-Aeroportos, tem estado à espera da decisão do Executivo para encerrar a pista secundária do aeroporto; falta agora luz verde do regulador (ANAC) que tem de emitir uma certificação que permita ao Humberto Delgado operar com uma pista, libertando o espaço que, no futuro, servirá para estacionar mais aviões.

“A ANA Aeroportos de Portugal congratula-se com a decisão do Ministério das Infraestruturas e da Habitação, sobre o encerramento da pista 17/35, matéria sobre a qual aguardávamos decisão”, adiantou ao Dinheiro Vivo, fonte oficial, acrescentando que tem “todo o interesse em realizar estas obras o mais rápido possível e prosseguir com as intervenções no Aeroporto Humberto Delgado (AHD), já planeadas, e assim obter maior fluidez de circulação no airside, aumentando a capacidade de estacionamento de aeronaves no AHD”.

No despacho emitido na semana passada, o secretário de Estado adjunto e das Comunicações deu um mês à ANA-Aeroportos para definir o calendário das obras para o reforço da capacidade aeroportuária. No documento, em que autoriza a gestora a encerrar a pista secundária do aeroporto – o último passo para que as obras de expansão pré-Montijo possam avançar -, a equipa de Pedro Nuno Santos solicita ainda “à concessionária que desenvolva os melhores esforços para que sejam cumpridos os prazos de conclusão das obras”.

No plano que o despacho nº22 detalha, o governo explica que quer ver a construção de uma nova saída rápida no aeroporto (primeira fase da obra) pronta no verão de 2020. E aponta para o verão seguinte, 2021, a complementaridade desta pista rápida, que aumente a velocidade das aeronaves à saída da pista, com um novo troço de taxyway.

Em declarações ao Dinheiro Vivo, a ANA-Aeroportos assume que no seguimento deste documento, “irá confirmar, e eventualmente ajustar, o plano de trabalho e a calendarização previamente remetida ao Concedente”.

As obras no aeroporto Humberto Delgado fazem parte de um plano que se divide entre as duas margens do Tejo. A primeira fase do projeto passa-se na Portela, onde atualmente o aeroporto de Lisboa opera em exclusivo. Ali, a Vinci, dona da ANA, irá investir 650 milhões de euros, para aumentar, essencialmente, o espaço de estacionamento de aeronaves que atualmente conta com 60 posições de estacionamento. As fases de construção são sete mas, no final, o aeroporto deverá contar com 89 posições de estacionamento. A segunda grande fase da expansão está apontada para o Montijo mas, para que possa avançar, a Agência Portuguesa do Ambiente terá de dar o aval ao Estudo de Impacto Ambiental já entregue pela ANA. Sem ele, as obras na atual base militar, avaliadas em 550 milhões de euros, não podem avançar.

Na sua formulação combinada, Portela + Montijo, Lisboa poderá ascender a 72 movimentos por hora, um aumento significativo em relação aos atuais 38 movimentos que a Portela permite.

 

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