correios

Anacom aperta critérios de qualidade dos CTT

Fotografia: Gerardo Santos / Global Imagens
Fotografia: Gerardo Santos / Global Imagens

Regulador anunciou os indicadores que os CTT terão de cumprir enquanto prestador do serviço universal postal a partir de 1 de julho até 2020

A Anacom vai apertar os critérios de qualidade dos CTT. A partir de 1 de julho até ao final de 2020, há mais critérios a cumprir e deixam de existir patamares mínimos na entrega do correio normal, azul, jornais ou publicações periódicas diárias e semanais tendo o regulador tabelado os níveis pelos máximos até agora previstos.

Os CTT já reagiram.

O regulador liderado por João Cadete de Matos alterou ainda os critérios de formação de preço do serviço postal cobrado pelos CTT, regras que serão aplicadas aos preços a vigorar em 2019 e 2020.

O regulador levou em conta as estimativas de poupanças de custos previstas no plano de reestruturação dos CTT, tendo concluído que os novos objetivos de qualidade de serviço não resultarão em aumento de custos para a empresa. Por isso, os preços deverão ser “atualizados em função do valor da inflação deduzido de 1,28 pontos percentuais”.

“No mesmo período, a evolução do preço do selo do correio normal até 20 g passará a estar também limitada por aquela variação máxima”, informa a Anacom. Este ano ainda serão aplicadas as regras em vigor, definidas em 2014.

O regulador vinha a analisar os critérios de qualidade do serviço postal a que os CTT são obrigados a cumprir como prestadores do serviço universal postal para o qual têm a concessão até 2020 e tinha prometido revelar as conclusões ainda no primeiro semestre deste ano.

As conclusões, cujo sentido provável de decisão vai ser agora submetido à audiência prévia dos CTT e das organizações representativas dos consumidores, bem como a consulta pública durante 30 dias, são agora conhecidas.

E o crivo apertou. Os CTT passarão a ter de cumprir 24 indicadores de qualidade em vez de apenas 11. A empresa terá de cumprir o objetivo fixado em cada um dos indicadores que deixam de ter um patamar mínimo, valor a partir do qual, o seu não cumprimento implicaria uma penalização.

Por exemplo, anteriormente o caso do correio normal os CTT tinham como objetivo entregar 96,3% deste tipo de correio no prazo de três dias, mas se entregassem um mínimo de 95,5% não sofriam qualquer penalização. Agora já não há esse limiar mínimo, tendo os CTT de entregar 96,3% do correio normal em 3 dias. Os CTT têm ainda de entregar em 5 dias 99,9% do correio normal que não chegou a casa do destinatário no prazo de 3 dias.

Esses 99,9% entregas que os CTT terão de cumprir aplica-se a todo o tipo de correio, com prazos que oscilam entre 4 a 5 dias, um padrão que o regulador chama de “meta de fiabilidade”. Esta “deverá ser cumprida em 99,9% dos casos, com a qual se pretende evitar que o tráfego remanescente seja entregue muito para além do padrão definido”.

O regulador também mexeu nos indicadores dos tempos de espera. Agora 90% dos clientes que se dirijam a um balcão dos CTT terá de ser atendido em 10 minutos e 99,5% até meia hora. Anteriormente, o critério situava-se nos 85%, com um limiar mínimo de 75%, não sendo determinado o valor máximo de 30 minutos para o atendimento.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Vieira da Silva  (A. LOPES/LUSA)

Percentagem de trabalhadores com salário mínimo recuou no 2º trimestre

A presidente do Conselho das Finanças Públicas (CFP), Teodora Cardoso. Fotografia: TIAGO PETINGA/LUSA

Teodora Cardoso acusa Centeno de “falta de transparência” no orçamento

Dominic Raab, secretário de Estado para a saída da União Europeia, à direita. Londres, 13 de novembro de 2018. EPA/NEIL HALL

Brexit: Reino Unido e UE chegam finalmente a acordo

Outros conteúdos GMG
Anacom aperta critérios de qualidade dos CTT