Telecomunicações

Anacom. Tráfego desce com desconfinamento. Encomendas e queixas também

D.R.
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Apesar da redução de 7% quando comparado com a fase pré-covid, tráfego de dados encontra-se ainda 40% acima, refere a Anacom.

O tráfego de comunicações eletrónicas e o envio de encomendas estão a diminuir nesta fase de desconfinamento da economia. As reclamações junto da Anacom também. Uma queda de 12% entre 16 e 22 de maio face à semana anterior.

Com a reabertura da economia o tráfego de comunicações eletrónicas caiu 7%, entre 18 e 24 de maio, face à semana anterior: 7% no caso dos dados e 2% no caso da voz. “Depois do excecional crescimento verificado na sequência da declaração de pandemia e do início do estado de emergência, o tráfego parece ter iniciado uma trajetória descendente, tendo atingido na semana em análise o seu valor mínimo desde a semana de 2 a 8 de março, no caso da voz, e desde o início do estado de emergência no caso do tráfego de dados”, informa a Anacom em nota de imprensa.

Variação percentual 2

Todos os tipos de tráfego recuaram. “Face à semana anterior, o tráfego de dados de fixo diminuiu 7% e o tráfego de dados móveis caiu 3%, sendo este último inferior ao tráfego da semana anterior à declaração de pandemia. No caso do tráfego de voz, tanto a voz móvel (-2%), como a voz fixa (-5%), registaram diminuições”, diz o regulador.

Apesar da redução, quando comparado com a fase pré-covid, tráfego de dados encontra-se ainda 40% acima, representando os dados fixos mais de 95% do total. “O tráfego de voz foi 15% superior ao registado na semana anterior à declaração de pandemia. A voz móvel tem um peso de 88% no total do tráfego de voz”, refere a Anacom.

Variação percentual 3

 

Os consumidores realizaram igualmente menos testes para aferir a velocidade do acesso à internet com o NET.mede, embora Lisboa, Porto e Oeiras se mantenham como os concelhos com maior número de testes, tantos nos acessos fixos residenciais como nos móveis.

Na semana de 18 a 24 de maio de 2020, menos 14% face à semana anterior nos acessos fixos residenciais, para um média diária de 4021 testes.

“O horário principal ocorreu entre as 14 e as 17 horas, com um ligeiro pico às 15 horas. Estes resultados refletem, entre outros, o efeito do teletrabalho e do ensino à distância”.

Nos acessos móveis foram realizados 1090 testes (-0,5% face à semana anterior), com pico às 19h e entre as 21h e as 22 horas.

Tráfego de encomendas postais diminuiu 5%

O desconfinamento também está a fazer recuar o tráfego de encomendas: menos 5%, face à semana anterior.

“Depois do mínimo atingido na semana posterior ao início do estado de emergência, o tráfego de encomendas iniciou uma recuperação que o fez ultrapassar (semana de 13 a 19/04) os valores contabilizados nas semanas anteriores à declaração de pandemia e atingir um máximo na semana posterior ao final do estado de emergência e ao início do desconfinamento (4 a 10/5)”, refere a Anacom.

Variação percentual

Nas últimas duas semanas, o tráfego caiu, mas ainda assim está 18% acima do valor do período pré-pandemia.

As encomendas nacionais e as encomendas enviadas para outros países diminuíram 6% e 4%, respetivamente. As encomendas recebidas do exterior caíram 1%.

 

Variação percentual 4

Reclamações descem 12%

Ao nível das reclamações, também se assiste a uma redução: menos 12%, entre 16 e 22 de maio, para um total de 1956 reclamações sobre serviços de comunicações no livro de reclamações eletrónico.

As reclamações sobre comunicações eletrónicas recuaram 12%, representam 65% do total do sector, enquanto as sobre serviços postais (representam 35%) caíram 12% nesta semana.

“Apesar da redução do número de reclamações sobre telecomunicações, registou-se um aumento das queixas relacionadas com o cancelamento de serviços, a velocidade da Internet e com os equipamentos. Os problemas com a gestão dos contratos, o cancelamento e a avaria de serviços continuam a ser os assuntos mais reclamados pelos utilizadores. A Vodafone foi o operador mais reclamado pela segunda semana consecutiva”, alerta a Anacom.

No sector postal, apesar do recuo global das queixas, “assistiu-se a um aumento das reclamações contra alguns dos prestadores postais de menor dimensão. O atraso na entrega continua a ser o assunto mais reclamado, tendo registado um ligeiro aumento. O extravio ou atraso significativo é o segundo assunto mais referido pelos utilizadores pela segunda semana consecutiva. Os CTT continuam a ser o operador mais reclamado neste sector.”

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