estudo

Andam a dormir bem os operadores do transporte rodoviário de mercadorias?

Dormir mal. D.R.
Dormir mal. D.R.

A ANTRAM e a Grounded quiseram saber o que tirava o sono aos operadores de transportes rodoviários de mercadorias e concluíram que dormem mal.

A ANTRAM quis saber como os operadores do transporte rodoviário de mercadorias estavam a encarar diversos fatores, como impostos, legislação ou concorrência. E, para avaliar esse impacto, fez um inquérito com base na qualidade do sono de cada um dos participantes. Resultado: os profissionais do setor não andam a dormir bem.

Das oito questões levantadas pela ANTRAM – Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias, três delas tiram o sono aos operadores que participaram no inquérito. Do total da amostra, 73% afirmaram que dorme mal ou tem insónias com o possível aumento dos combustíveis, 71% perde o sono por causa da incerteza fiscal e 67% por causa de um potencial aumento de impostos.

Na avaliação da ANTRAM, uma das conclusões é que “os operadores, atualmente, temem a possibilidade de um aumento de impostos e que este se reflita ao nível do preço dos combustíveis”.

Com um impacto um pouco menor, os participantes, com cerca de 50% dos inquiridos a responder que dorme mal sempre que pensa na possibilidade do aumento do preço de outras matérias-primas, na implementação de nova legislação mais restritiva e a falta de mão de obra.

Para a associação, “o aumento de outras matérias primas está também correlacionado com a incerteza fiscal e aumento de impostos”. E afirma: “Uma vez mais existe alguma dúvida relativamente aos custos da operação, se se irão manter ou aumentar”.

A associação dos transportadores salienta que a idade tem um impacto ao nível da avaliação de uma nova legislação. De acordo com o inquérito, elaborado pela ANTRAM em parceria com a Grounded, “é o segmento mais novo, entre 26 e 34 anos e o mais velho, mais de 65 anos, que mais perdem o sono com este tema”. A explicação que a ANTRAM avança é a “falta de experiência dos mais novos e a resistência à mudança dos mais velhos”.

A evolução da economia era outro dos temas em questão. Com este tema só 40% perdem o sono, 45% dormem bem e 15% dormem que nem anjos. Já o aumento da concorrência não preocupa mais de metade dos inquiridos, só 35% perdem o sono com este assunto.

A ANTRAM revela ainda que são as mulheres as que mais perdem o sono com todas as questões levantadas no inquérito, e também que são os têm menos habilitações literárias os que dormem pior. Mesmo assim, os operadores de transportes do Porto e Lisboa são os mais positivos face ao desenvolvimento da economia, mas esse fator não melhora o seu sono, que piora sempre que ponderam todas as outras questões.

 

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