Antigo acionista chinês da TAP propõe plano para liquidar 40% da sua dívida

A HNA, cujo principal negócio é o setor da aviação, alertou em comunicado que enfrenta possível liquidação devido à "má gestão e desordem nos investimentos".

O conglomerado chinês HNA Group, antigo acionista da TAP, propôs esta quarta-feira um plano para liquidar 40% do equivalente a 52 mil milhões de euros em títulos de dívida vendidos a milhares de credores.

A HNA, cujo principal negócio é o setor da aviação, alertou em comunicado que enfrenta possível liquidação devido à "má gestão e desordem nos investimentos".

Na sexta-feira, o grupo disse que o seu presidente, Chen Feng, e o diretor-executivo, Tan Xiangdong, foram detidos pela polícia por "suspeita de crime", sem avançar com mais detalhes.

A empresa, que opera a Hainan Airlines e outras companhias aéreas, comprou hotéis, uma participação no banco alemão Deutschebank AG e outros ativos no exterior, a partir de 2014, financiados por empréstimos bancários e vendas de títulos de dívida.

Esta enfrentava já dificuldades financeiras, até que a paralisação das viagens a nível global, no ano passado, devido à pandemia da covid-19, devastou o seu negócio de aviação.

O governo da província de Hainan, no sul do país, assumiu o controlo, em fevereiro de 2020.

O plano de reembolso, divulgado pela subsidiária de capital aberto Hainan Airlines Holding Co., refere que um administrador pediu a um tribunal para confirmar que a empresa é obrigada a pagar 161,2 mil milhões de yuans (21 mil milhões de euros), ou cerca de 40% dos 397,2 mil milhões de yuans ( 52 mil milhões de euros), reclamados por 4.915 credores.

Os credores receberiam ações da Hainan Airlines e não mais do que 100.000 yuans (cerca de 13.300 euros), em dinheiro, para liquidar um terço da dívida, segundo o plano.

O HNA Group e empresas relacionadas vão ser responsáveis por liquidar dois terços da restante dívida.

O grupo vendeu vários dos seus ativos, nos últimos dois anos, incluindo a participação que detinha na TAP, através da Atlantic Gateway, num negócio avaliado em 48,6 milhões de euros.

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