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Antigo ministério da Educação vai ter 600 camas para estudantes

Fotografia: Mário Ribeiro
Fotografia: Mário Ribeiro

Só existem camas para 13% dos estudantes deslocados. E nas duas cidades mais caras, os valores são ainda mais baixos: Lisboa, 7%; Porto, 11%.

Ser estudante deslocado está longe de ser barato e quando a cidade ‘sorteada’ é Lisboa ou o Porto, a tarefa complica-se. Pela internet proliferam anúncios de quartos em apartamentos para estudantes onde se pede um pouco de tudo. Desde a preferência por “estudantes meninas” a “jovens tranquilos”, os proprietários filtram entradas e impõem critérios. Mas do lado de quem arrenda o maior entrave é outro, e está bem definido: o preço.

A escassez de imóveis é apontada como uma das grandes razões para os valores elevados – que em tempo de regresso às aulas chegam aos 500 euros por quarto – e, por isso mesmo, o Governo pôs em marcha um plano que pretende duplicar o número de camas para estudantes – são 11.500 novas camas -, através da conversão de antigos edifícios do Estado em residências para estudantes; criação de alojamentos diretamente pelas instituições de ensino superior e pela promoção de imóveis de autarquias ou entidades como a Segurança Social.

Os dados divulgados esta manhã pelo governo indicam que, em Portugal, só existem camas para 13% dos estudantes deslocados. E, nas duas cidades mais caras, os valores são ainda mais baixos: Lisboa, 7%; Porto, 11%.

“Verdadeiramente, foi o Estado que falhou às famílias. Foram sucessivos os governos que, por inércia ou convicção ideológica, não fizeram o que deviam: criar um amplo parque habitacional público”, disse, esta manhã, Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e Habitação, durante a apresentação deste projeto.

“É livre o estudante, filho da classe média, que, tendo tido notas para entrar numa das melhores universidades do país, não o possa fazer porque os seus pais não lhe conseguem pagar o arrendamento de um quarto? Enquanto não conseguirmos, como comunidade, garantir habitação a custos acessíveis a uma parte muito considerável da população, esses portugueses não serão verdadeiramente livres”, acrescentou.

Do Plano Nacional de Alojamento para o Ensino Superior (PNAES) faz parte a reconversão do antigo Ministério da Educação, na Av. 5 de Outubro, cuja chave foi entregue esta segunda-feira por António Costa, como pontapé de saída para este projeto. É apontada como a obra mais emblemática deste programa e, segundo a TSF, quando ficar terminada, disponibilizará 600 camas para alojar estudantes.

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