António Costa garante que não vai nacionalizar CTT

Primeiro-ministro admite, no entanto, que o governo está preocupado com o plano de reestruturação anunciado pela empresa.

O primeiro-ministro garantiu esta quarta-feira que o governo não vai nacionalizar os CTT.

António Costa respondia a uma pergunta do líder da bancada social-democrata, Hugo Soares, durante o debate quinzenal no Parlamento.

A abrir o debate, a líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, já tinha defendido a nacionalização da empresa, depois de ter sido conhecido o plano de reestruturação da empresa que prevê o despedimento de 800 trabalhadores até 2020.

A coordenadora do BE começou por acusar o governo de Passos Coelho de ter feito uma "venda danosa" dos CTT, abrindo "as portas para o assalto dos privados".

Catarina Martins criticou o facto de os acionistas de estarem a "pilhar" os CTT, não percebendo como é que a empresa anuncia agora um plano de reestruturação por estar numa situação difícil quando nos últimos anos teve lucros e distribuiu mais de 90% dos dividendos aos acionistas.

“Portugal não pode permitir esta destruição dos CTT”, defendeu.

Na resposta, António Costa admitiu que estava "preocupado" com a situação na empresa e por isso foi criado um grupo de trabalho para avaliar a forma como está a ser prestado o serviço público.

"No último relatório, a Anacom sinalizou o incumprimento do contrato de concessão na questão do tempo de serviço postal. Mas não queremos multas, queremos qualidade do serviço prestado às populações", afirmou o primeiro-ministro.

O chefe do Governo garantiu ainda que não receberam até agora qualquer proposta de reestruturação e comprometeu-se apenas a avaliar as cláusulas do contrato de concessão dos CTT.

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