António Saraiva entra como chairman na revitalizada SPAL

Processo Especial de Revitalização prevê a liquidação de uma dívida na ordem dos 16 milhões de euros, em vez dos 25,6 milhões inicialmente reconhecidos. Família Mesquita passou a deter 100% da SPAL.

António Saraiva é o novo chairman da revitalizada SPAL. O presidente da CIP foi escolhida pela família Mesquita, dona da maior fabricante de chávenas de café do mundo, para liderar a nova fase da companhia que conseguiu luz verde ao Processo Especial de Revitalização (PER) e comprou os 35% que o fundo público FACCE tinha na empresa.

"Com alterações ao nível da gestão, a equipa é reforçada, capacitando-se para aproveitar as oportunidades que o mercado global dispõe, e para implementar processos de melhoria contínua da sua performance e competitividade", diz a empresa em comunicado.

António Saraiva mostra-se "muito entusiasmado com o novo desafio, estando pela primeira vez ligado a esta indústria da cerâmica, tão importante no nosso país", afirma.

Com o novo chairman mantém-se na administração a família Mesquita: Mariana, com os pelouros do marketing e comercial, Pedro, responsável pelas áreas financeira e industrial, o pai, Ângelo Mesquita, na equipa executiva da companhia.

"Inicia-se com um reforço igualmente ao nível operacional com dois braços fortes ligados ao controlo de gestão e à gestão de processos de otimização industrial e melhoria contínua", diz ainda a SPAL.

Em março, seis meses depois do início do processo, a SPAL viu o PER aprovado pelos credores e homologado pelo tribunal. A aprovação do PER precedeu a venda da posição da FACCE na Cup & Saucer, que ficou com 100% do capital da empresa.

"O Estado não teve de fazer qualquer perdão de dívida à SPAL", frisou na época a companhia em comunicado. "Os únicos credores que ficaram sujeitos a perdão de dívida de capital foram outras empresas do grupo, e especialmente relacionadas com a SPAL".

A empresa terá de liquidar uma dívida na ordem dos 16 milhões de euros, em vez dos 25,6 milhões inicialmente reconhecidos. O plano prevê o pagamento das dívidas em 150 prestações, "o que vai exigir dinâmica e agressividade no posicionamento da SPAL no futuro".

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