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APAN confirma buscas AdC.”Não encontra justificação” para “diligência intrusiva”

Margarida Matos Rosa, presidente da Autoridade da Concorrência

Tiago Petinga/Lusa
Margarida Matos Rosa, presidente da Autoridade da Concorrência Tiago Petinga/Lusa

Associação dos Anunciantes foi uma das objeto de buscas da Concorrência, juntamente como a APAP

Um dia depois de ter sido notícia que tinha sido alvo de buscas pela Autoridade da Concorrência (AdC), a Associação Portuguesa de Anunciantes (APAN) confirmou as diligências do regulador que avançou com uma investigação a duas associações do sector da publicidade por suspeitas de indícios de concertação no lançamento dos concursos de publicidade.

“A APAN confirma ter sido alvo de buscas realizadas pela AdC, no âmbito das quais ofereceu toda a cooperação ao seu alcance. A APAN continuará naturalmente a cooperar com a AdC em tudo o que lhe seja solicitado para o apuramento da verdade. Mais esclarece que a matéria em causa respeita a um documento aprovado em 2009, destinado aos seus associados e disponível desde então no seu website”, refere a associação dos anunciantes em comunicado às redações, confirmando informação avançada na quarta-feira pelo Dinheiro Vivo.

O documento em causa é o Guia de Boas Práticas para Concursos de Agências de Publicidade e Comunicação assinado com a Associação Portuguesa das Agências de Publicidade, Comunicação e Marketing (APAP), também alvo de buscas, que nas suas recomendações propõe que os anunciantes limitem, após ouvirem o mercado, o número de agências a apresentar trabalho criativo.

“Nove anos passados sobre a disponibilização pública do documento em causa, a APAN não encontra justificação para a mobilização dos recursos públicos exigidos para a realização de diligência tão intrusiva nem, sobretudo, para a respetiva divulgação mediática nos termos em que foi efetuada”, refere a associação.

Em menos de um mês esta é a segunda investigação aberta pela AdC ao sector da publicidade, depois do organismo regulador ter avançado com uma investigação ao concurso de outdoor de Lisboa, ganho pela JC Decaux, por suspeitas de que poderá tratar-se de uma operação de concentração que teria de ser previamente notificada.

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