Cortiça

APCOR investe um milhão de euros na promoção da cortiça no Reino Unido

Fotografia: D.R.
Fotografia: D.R.

Portugal volta a promover cortiça no Reino Unido três anos após última campanha

A Associação Portuguesa da Cortiça (APCOR) vai investir um milhão de euros em ações de promoção no Reino Unido até maio de 2018 para tentar chegar a outros países que exportam vinho para o mercado britânico.

“O Reino Unido é o segundo maior mercado de importação de vinho em valor e em volume. É um mercado que tem uma capacidade de influência para os consumidores internos, mas também para outros mercados que querem exportar para o Reino Unido”, explicou à agência Lusa o presidente da APCOR, João Rui Ferreira.

O Reino Unido está fora do top cinco dos principais destinos das exportações, representando apenas 3,1% do total (29 milhões de euros) da cortiça portuguesa vendida para o estrangeiro.

O ano de 2016 registou uma quebra de 7% face aos 31,2 milhões de euros de 2015, a primeira descida em pelo menos oito anos.

O país esteve ausente das campanhas de promoção durante três anos, mas na campanha global InterCork III é aquele com o segundo maior orçamento, atrás apenas dos EUA.

O investimento na sétima campanha de comunicação e promoção da cortiça portuguesa no mundo desde 1999 é de 7,8 milhões de euros.

A campanha é cofinanciada por fundos comunitários e contempla 10 mercados internacionais: EUA, França, Alemanha, Itália, China, Brasil, Espanha, Suécia, Dinamarca, além do Reino Unido.

“O Reino Unido influencia muitos mercados: África do Sul, Chile, Argentina, Austrália e mesmo alguns países europeus mais maduros”, justifica João Rui Ferreira.

O setor da cortiça bateu em 2016 todos os recordes, ao alcançar 937,5 milhões de euros em exportações, mais 4% do que os 899,3 milhões de euros de 2015.

A indústria exporta 90% da produção para 133 países, sendo que a rolha de cortiça se mantém como “produto premium”, com um peso de 72% no total das exportações face aos materiais de construção (25%) e outros produtos (3%).

A APCOR tem como objetivo alcançar os mil milhões de euros em exportações, mas o presidente admite que este valor poderá só ser alcançado no próximo ano.

Os números preliminares dos primeiros cinco meses de 2017 apontam para um crescimento de 3,5% face ao período homólogo de 2016, mas o responsável mostra cautela.

“A nossa ambição era atingir já os mil milhões de euros em 2017. Vamos ver se é possível. Parece-me difícil conseguirmos em 2017, mas certamente em 2018”, vincou.

O presidente da APCOR está em Londres para a primeira ação de promoção neste mercado, a decorrer hoje e sábado, em colaboração com a dupla de arquitetos e designers Bompas & Parr e o professor de psicologia da Universidade de Oxford, Charles Spence.

Intitulada “Prova neurológica: A grande experiência da Cortiça”, pretende demonstrar como os sons, aromas e sensações associados à abertura de uma garrafa de vinho ativam o cérebro e influenciam as papilas gustativas.

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