APED. "Houve o bom-senso de deixar cair o limite de horário aos fins-de-semana nos super"

Governo anunciou esta quarta-feira um novo confinamento geral, a partir da meia-noite de sexta-feira, que vai encerrar durante 30 dias o retalho.

"No retalho alimentar houve o bom-senso de deixar cair o limite de horário aos fins-de-semana", reage Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) ao anúncio do Governo de que o país iria entrar a partir da meia-noite de sexta-feira em confinamento geral, durante um mês.

"É o enquadramento expectável, um diploma parecido com o de março/abril. Do lado do retalho alimentar houve o bom-senso de deixar cair o limite de horário aos fins-de-semana, o que era uma questão de saúde sanitária, porque provocava aglomerações, e tinha grande impacto operacional nas cadeias", diz Lobo Xavier, diretor-geral da associação que tem Continente, Pingo Doce ou Lidl como associados.

"Temos a indicação que será permitido o click and collect, que vai permitir que algumas empresas que vão fechar, como imobiliário e moda, podem manter algum funcionamento. Dá alento às empresas que não sofrem tanto. Esperamos que o online ajude de novo os associados, mas não compensa a perda do negócio físico", comenta ainda.

"Se o diploma refletir o de março/abril, temos a expectativa que as lojas de comércio eletrónico e materiais de construção se mantenham abertas, mas temos de esperar pelo detalhe do diploma, sobretudo no que toca ao retalho especializado", refere.

Uma versão do decreto-lei, a que o Dinheiro Vivo teve acesso, refere será permitido realizar-se "atividades de comércio eletrónico, bem como as atividades de prestação de serviços que sejam prestados à distância, sem contacto com o público, ou que desenvolvam a sua atividade através de plataforma eletrónica".

O mesmo documento refere ainda que podem manter portas abertas "estabelecimentos de venda e reparação de eletrodomésticos, equipamento informático e de comunicações".

Durante o confinamento ficam "suspensas as atividades de comércio a retalho e de prestação de serviços em estabelecimentos abertos ao público, com exceção daquelas que disponibilizem bens ou prestem serviços de primeira necessidade ou outros considerados essenciais", determinou conselho de ministros.

*Com Paulo Ribeiro Pinto

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