Apetro: “Combustíveis simples e low cost não são sinónimos”

Já há dezenas de postos sem combustíveis. Fotografia: Direitos Reservados
Já há dezenas de postos sem combustíveis. Fotografia: Direitos Reservados

A lei que obriga as gasolineiras a venderem combustíveis simples entra em vigor na próxima quinta-feira, altura em que todos os postos de abastecimento terão de apresentar uma versão simples de combustível. Mas "Combustíveis simples e low-cost não são sinónimos", alerta a APETRO, perante o que diz ser uma "confusão" generalizada sobre o tema.

A Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas refere hoje, num esclarecimento reeditado, que é importante desfazer “falsas expectativas” que ainda permanecem entre os portugueses, a poucos dias da entrada destes combustíveis simples no mercado. Assim, low-cost são, unicamente, os combustíveis comercializados, por exemplo, pelos hipermercados.

Porquê? O conceito low-cost, refere a Apetro, resulta de um “somatório das economias obtidas nos custos de exploração de um posto de abastecimento”, também ele low-cost, o que “associado ao elevado volume de vendas” possibilita “uma redução significativa dos custos de operação”, como acontece com as companhias aéreas de baixo custo.

Ora, a lei que agora entra em vigor determina que todos os postos de combustível tenham uma opção simples, ou seja, sem quaisquer aditivos. Mas não impõe qualquer preço. A APETRO diz mesmo que “não é possível (…) nos postos de abastecimento convencionais, conseguir reduções do preço de venda ao público, semelhantes aos apresentados pelo low-cost“, uma vez que se altera apenas “um dos fatores de redução dos custos” – o do produto -, mantendo-se todos os fatores de exploração e comercialização iguais.

A APETRO, que desde o início se mostrou reticente relativamente a esta imposição legal, diz que a introdução dos combustíveis simples pode, pelo contrário, resultar num aumento de custos para as petrolíferas já que “implicará custos a nível da infraestrutura para acomodar mais dois tipos de combustível”, sendo que em alguns casos terão de prescindir de um já existente para cumprirem com a lei.

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