Apoios da Segurança Social para covid-19 ultrapassam orçamento até março

No primeiro trimestre, Segurança Social gastou 804 milhões de euros em medidas extraordinárias. Valor ultrapassa em 3,6% o montante orçamentado para o todo o ano de 2021.

O segundo confinamento deu cabo do orçamento da Segurança Social para as medidas temporárias do coronavírus. O montante utilizado no primeiro trimestre ultrapassou o montante que tinha sido orçamentado para todo o ano de 2021, revela nota divulgada esta quarta-feira pelo Ministério das Finanças em antecipação à síntese de execução orçamental.

Entre janeiro e março, as despesas com apoios covid-19 da Segurança Social atingiram os 804 milhões de euros. No Orçamento do Estado para 2021 estavam programados 776 milhões para utilizar ao longo deste ano nestas medidas. Isto quer dizer que nos primeiros três meses de 2021 a despesa ficou 3,6% acima do montante previsto para os 12 meses deste ano.

O lay-off simplificado foi a medida com mais custos para a Segurança Social, no valor de 272,6 milhões de euros. O apoio à retoma progressiva valeu 229,5 milhões de euros. A despesa com estas medidas de apoio aos custos do trabalho representou um total de 502 milhões de euros, ou seja, pouco mais de metade (51%) do valor utilizado em 2020.

O apoio extraordinário ao rendimento dos trabalhadores custou 155,4 milhões de euros, o que corresponde a 43% do montante utilizado em 2020.

A Segurança Social gastou ainda cerca de 145 milhões de euros com outras prestações sociais.

A ajuda para o isolamento profilático custou 51,6 milhões de euros; o subsídio por doença covid representou 48,4 milhões de euros; o apoio excecional à família custou 33,8 milhões de euros e serviu, por exemplo, para pais com menores de 12 anos em casa por causa do fecho das escolas.

Nota ainda para os 10,9 milhões de euros nos subsídios de assistência a filhos e netos e os 2,7 milhões de euros colocados nas prestações por doenças profissionais - prestações regulares pagas pela Segurança Social.

O lay-off simplificado, o apoio extraordinária à redução de atividade para trabalhadores independentes e sócios-gerentes e o apoio excecional à família são medidas não previstas no Orçamento do Estado para 2021 mas que foram repescadas em janeiro com o segundo confinamento.

O segundo confinamento iniciou-se em 15 de janeiro e apenas foi aliviado a partir de 18 de março.

(Notícia atualizada às 11h48 para acrescentar que várias medidas do Governo não estavam contempladas no Orçamento do Estado para 2021)

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de