Tecnologia

Após multa, Google vai perguntar a donos de Android que browser querem usar

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A Google diz "querer dar mais opções de escolha aos utilizadores Android", anunciando alterações aos seus produtos no mercado europeu.

Em julho do ano passado, a Comissão Europeia aplicou uma multa pesada à tecnológica, acusando-a de presença dominante do Chrome e motor de pesquisa da Google nos smartphones Android. Alguns meses depois, a gigante norte-americana reage, naquilo que diz ser “uma resposta direta às preocupações formais levantadas pela Comissão Europeia”.

Falando em “mudança constante”, a Google anuncia as modificações que aí vêm e que vão implicar alterações aos produtos em território europeu. As mudanças começam com a presença do motor de busca da Google e o browser nos telefones Android – uma fatia dominante do mercado.

Realçando que sempre foi possível instalar outras opções de motor de pesquisa ou browser, a Google explica que quer que os utilizadores Android conheçam outras opções além das suas. Como é que isto vai ser feito? Através de perguntas aos utilizadores Android em território europeu sobre qual o browser e motor de pesquisa que querem usar. Até aqui, já estava pré-definido o Google como motor de pesquisa e o Chrome instalado nos smartphones, como o browser pré-definido.

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A multa da Comissão Europeia, com um valor recorde de 4,3 mil milhões, reforçava em julho que a tecnológica americana teria abusado do seu domínio no mercado de apps do Android, ao incluir de raiz o seu motor de pesquisa e apps Chrome no sistema operativo, além de limitar a escolha dos fabricantes de smartphones em usar versões modificadas do sistema operativo.

Por seu turno, a Google recusou este tipo de acusações, em outubro, referindo na altura que iria recorrer da pesada multa. “Estas últimas alterações demonstram o nosso compromisso contínuo em trabalhar de uma forma aberta e escrupulosa”, ressalva a Google.

Também o Google Shopping, a ferramenta de pesquisa para compras da empresa, já está a ser alvo de alterações, para corresponder às críticas feitas pela Comissão Europeia. “Começámos a testar um novo formato que proporciona links directos para websites de comparação de preços, juntamente com ofertas de produtos específicos de comerciantes”, explica a empresa. Em 2017, uma coima de 2,4 mil milhões de euros, aplicada pela Comissão Europeia, também implicou mudanças neste serviço.

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