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APP. Gerir a cadeia térmica dos medicamentos e alimentos é a sua tarefa

Manuel Pizarro, diretor-geral da Advanced Products Portugal 
(Pedro Kirilos / Global Imagens)
Manuel Pizarro, diretor-geral da Advanced Products Portugal (Pedro Kirilos / Global Imagens)

A Advanced Products Portugal tem sede da Maia e fatura já dois milhões de euros, 54% com a indústria farmacêutica.

O nome é inglês, mas a empresa é 100% nacional. A Advanced Products Portugal (APP) tem sede na Maia e trabalha no desenvolvimento de soluções para assegurar a cadeia térmica no transporte, manipulação ou armazenamento dos produtos. Da área alimentar à indústria farmacêutica, a APP ajuda ao crescimento externo das empresas portuguesas, internacionalizando-se à boleia destas.

“Garantir as condições ideias de preservação de produtos farmacêuticos e biológicos no transporte é fulcral. Os medicamentos são os produtos termo-sensíveis de maior importância. Pode ser a diferença entre viver ou morrer. E nós o que fazemos é trabalhar muito os sistemas passivos, em que é a própria embalagem que é desenvolvida de modo a assegurar uma boa cadeia térmica em todo o processo de manuseamento, armazenamento e transporte”, explica Manuel Pizarro, diretor-geral da empresa.

Just in Temperature é a sua mais recente aposta, um “sistema inovador” que promete “encurtar distâncias no transporte de produtos sensíveis”, com a consequente economia de tempo e de recursos. A empresa tem um laboratório próprio de ensaios onde desenvolve e testa grande parte das suas soluções, e que são implementadas para clientes tão distintos como a Bial, a Ovion, a Gelpeixe, a Sogrape ou a Rangel.

A verdade é que não se trata, simplesmente, de transportar de A para B, é conseguir resolver a questão das diferenças de temperatura entre o ponto de origem e de destino, mas, também, tudo o que está pelo meio. “Imagine que quer enviar uma amostra de um produto farmacêutico de Portugal para o Dubai, mas que ainda tem uma escala em Frankfurt que tem temperaturas negativas em grande parte do inverno. É para isso que desenvolvemos umas caixas isotérmicas que asseguram temperaturas ótimas de armazenamento de acordo com as necessidades do cliente”, explica o gestor.

Com uma faturação consolidada de dois milhões de euros em 2017, a APP tem na distribuição farmacêutica mais de metade do seu negócio; a área alimentar pesa 20%. Nos últimos cinco anos, a empresa viu as suas vendas aumentarem, em média, 11% ao ano. A internacionalização é uma aposta crescente, com o continente africano a assegurar 45% do negócio internacional, a América do Sul 23% e a Europa 17%.

“Portugal é um país pequeno, queremos crescer à boleia das nossas exportadoras, ajudando-as a encontrar as melhores soluções de gestão da cadeia de frio para as suas necessidades”, diz Manuel Pizarro. Mas a empresa está, também a vender diretamente os seus produtos a empresas estrangeiras. Para 2018, a aposta passa por consolidar a internacionalização em destinos como Marrocos, Polónia e Brasil, bem como reforçar uma parceria existente no mercado turco. “Temos todas as condições para chegar, a curto prazo, aos três milhões de euros de faturação. Mas só o conseguiremos crescendo nos mercados internacionais”, sublinha.

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