Tecnologia

Ayr. App portuguesa para medir emissões de CO2 vai ser testada em Nova Iorque

nova iorque

A aplicação para ´smartphones' vai estar disponível para os sistemas operacionais iOS (Apple) e Android

A aplicação ‘Ayr’, desenvolvida em Portugal, de contabilização de reduções de emissões de dióxido de carbono (CO2), vai “começar a operar no último trimestre deste ano” em Nova Iorque, anunciou hoje o investigador responsável pelo projeto.

Pedro Gaspar, diretor do núcleo Future Business Technology do Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto (CEiiA) e um dos investigadores responsáveis pela criação da aplicação, disse à Lusa que apesar de “ainda não poder revelar quem são os parceiros” norte-americanos, o lançamento de um piloto da ‘Ayr’ em Nova Iorque “representa muito” para o centro de engenharia sediado em Matosinhos.

A aplicação para ´smartphones’, que brevemente vai estar disponível para os sistemas operacionais iOS (Apple) e Android, vai começar a funcionar em junho em Matosinhos e Cascais.

Segundo o investigador, foi depois de “várias conversas” com decisores locais durante a conferência ‘Smart Cities New York’, que decorreu no dia 10 de maio em Nova Iorque, que ficou decidido testar a utilização da ‘Ayr’ na principal cidade norte-americana.

A aplicação, que começou a ser desenvolvida há cerca de dois anos, surgiu de “um desafio” proposto pelas Nações Unidas relacionado com a descarbonização das cidades e com a redução das emissões de CO2 e pretende “ajudar o utilizador a tomar decisões sustentáveis no seu dia-a-dia”, permitindo “quantificar a poupança” que cada utilizador faz de emissões de CO2, “valorizar essa poupança” através da criação de uma moeda digital (a ‘Ayr’) e “transacionar esse valor” na conta de cada utilizador.

Ao optar, por exemplo, por usar transportes elétricos ou públicos, o utilizador está a “contribuir para a poupança de CO2” e essa poupança, conforme explicou Pedro Gaspar à Lusa, é “quantificada na carteira ‘Ayr'”.

“A nossa aplicação funciona apenas como uma carteira digital para guardar os ‘Ayr’. Não precisamos de saber informações sobre o utilizador”, disse, adiantando que essa informação é obtida através dos “parceiros de mobilidade” que integram a plataforma.

“Se o utilizador estiver a utilizar um determinado operador de mobilidade que esteja dentro do sistema ‘Ayr’, essa informação chega-nos e nós quantificamos, fazendo-a chegar até à carteira do utilizador”, referiu.

As “moedas” obtidas pelo utilizador podem ser utilizadas “em produtos que ajudem a diminuir o impacto ambiental”, disse o investigador, acrescentando, no entanto, que isso “depende da estratégia utilizada em cada cidade”.

“A plataforma é desenhada de baixo para cima, isto é, a partir da pessoa. Isto só vai funcionar se nós conseguirmos chegar à pessoa e conseguirmos, efetivamente, ter utilidade no contexto de vida da pessoa”, concluiu Pedro Gaspar.

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