Criptomoedas

AppCoins. A moeda digital portuguesa procura parceiros em Barcelona

Paulo Trezentos e Álvaro Pinto, fundadores da Aptoide. Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens
Paulo Trezentos e Álvaro Pinto, fundadores da Aptoide. Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens

Criptomoeda portuguesa vale atualmente 60,1 milhões de euros e é considerada uma das 200 moedas virtuais mais valiosas do mundo.

Álvaro Pinto e Paulo Trezentos estão pela sexta vez no Mobile World Congress (MWC), em Barcelona. Mas, em 2018, em vez de estarem a mostrar a Aptoide, a terceira maior loja de aplicações do mundo, estão a apresentar a AppCoins, a moeda digital com ADN português e que está à procura de parceiros. A AppCoins deverá também ser transformada numa fundação até ao final de 2018, adiantou Álvaro Pinto em declarações ao Dinheiro Vivo-.

“Estamos a tentar trazer parceiros para o projeto. As AppCoins são um protocolo para distribuição de aplicações móveis e para resolver os problemas existentes neste tipo de economia. Procuramos lojas de aplicações, fabricantes de equipamentos móveis, programadores e editores de software de todo o mundo”, justifica Álvaro Pinto, responsável operacional da Aptoide, a empresa que lançou esta criptomoeda em novembro de 2017.

A criptomoeda portuguesa vale atualmente 73,9 milhões de dólares (60,1 milhões de euros) e é considerada uma das 200 moedas virtuais mais valiosas do mundo, segundo a base de dados CoinMarketCap. Durante a pré-oferta inicial de moeda (ICO, na sigla original), foram obtidos 1,8 milhões de dólares (1,5 milhões de euros, na altura).

As AppCoins são moedas (ou tokens) baseadas na tecnologia blockchain e que poderão ser usadas na loja virtual da Aptoide. Estes tokens podem ser transacionados em plataformas como a Binance e Ubby.

A empresa encontra-se atualmente a desenvolver todo o protocolo relacionado com as AppCoins. Álvaro Pinto exemplifica “depois do ICO, começámos a desenvolver tecnologia para suportar o protocolo, como a wallet, que pode ser usada para transação das AppCoins”. A partir de março, a AppCoins “será um protocolo aberto e com recurso a open source, ou seja, será libertada para o mercado e qualquer interessado em desenvolver poderá utilizar e reutilizar o código”.

Três meses mais tarde, a partir de junho, será possível fazer pagamentos com AppCoins em lojas de aplicações, como a Aptoide. No final do ano, em novembro, vai nascer a fundação dedicada a esta criptomoeda, a App Store Foundation.

“Como é um protocolo aberto, não queremos que seja a Aptoide a gerir o planeamento e o mapeamento das AppCoins. Tem de ser uma entidade independente a gerir o percurso desta criptomoeda e protocolo”, sinaliza Álvaro Pinto.

*Jornalista viajou a convite da Mercedes Portugal.

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